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Sábado, 3 de outubro de 2026

Moradores de Juiz de Fora criticam abandono do Parque Poço D’Anta

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
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Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

Os moradores de Juiz de Fora estão expressando sua insatisfação com o estado de conservação da área destinada ao Parque Natural Municipal Poço D’Anta, situado no Bairro São Benedito, na Zona Leste da cidade. Com relatos de mato alto e falta de manutenção, a comunidade considera o espaço abandonado enquanto aguarda a implementação do parque, que promete ser uma nova opção de lazer e contato com a natureza.

A criação do parque foi sancionada em maio de 2024, quase um ano após a tramitação do projeto na Câmara Municipal. Em junho de 2023, a Prefeitura de Juiz de Fora enviou ao Legislativo uma proposta para transformar a Reserva Biológica Municipal Poço D’Anta, que existe desde 1982, em um Parque Natural Municipal. Essa alteração visa equilibrar a preservação dos ecossistemas com atividades de lazer, recreação, ecoturismo e educação ambiental.

Expectativa e preocupações dos moradores

Os moradores esperam que o local seja adequado para receber visitantes, com ações que garantam a preservação ambiental e o uso responsável da área de 277 hectares. Atualmente, o espaço é utilizado pela Empresa Municipal de Pavimentação e Urbanidades (Empav) para o cultivo de plantas que serão plantadas em praças e canteiros da cidade, sendo chamado de Horto Florestal.

Em resposta a questionamentos, a Prefeitura informou que a implantação do parque está na fase de finalização do Plano de Manejo, que já foi elaborado e será apresentado à comunidade para consulta. Após essa etapa, serão definidas as intervenções necessárias e o cronograma de abertura ao público. O Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc) estipula que o Plano de Manejo deve ser apresentado em até cinco anos após a criação do espaço, podendo o prazo para o Parque Poço D’Anta se estender até 2029.

Além de ansiosos pela criação do parque, os moradores estão preocupados com as condições atuais da área, que já é utilizada para caminhadas. Um morador, que preferiu não se identificar, relatou que a retirada do vigia aumentou a sensação de insegurança. Ele também mencionou danos ao gradil de proteção e ao cercamento, além do aumento do descarte irregular de lixo nas encostas, que poderia ser mitigado com iniciativas de educação ambiental.

A participação da comunidade é vista como essencial para o futuro do parque, pois muitos ainda desconhecem o processo de transformação da área. A Prefeitura, desde 2024, tem realizado ações para proteger o espaço, incluindo a recuperação do cercamento e medidas para coibir acessos irregulares, pesca e caça. Recentemente, durante uma visita da Tribuna ao local, um homem foi flagrado pescando em área proibida.

O Plano de Manejo, responsabilidade da Secretaria de Sustentabilidade em Meio Ambiente e Atividades Urbanas (Sesmaur), incluirá o diagnóstico, planejamento e zoneamento da unidade, orientando as ações de conservação e estruturação futura do parque. A Prefeitura ainda não divulgou uma data para a abertura do espaço, que será definida após a conclusão do Plano de Manejo e consulta pública.


Com informações de Tribuna de Minas.

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