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Sábado, 3 de outubro de 2026

Religião e Política nas Eleições de 2026: Um Conflito Antigo

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

As eleições de 2026 estão marcadas por uma forte presença da religião, em especial da figura da santa padroeira do Brasil. Historicamente, as forças de direita têm utilizado a religião como ferramenta no debate eleitoral, abordando temas como aborto e liberdade religiosa. Isso remete às eleições de 1989, quando um candidato de centro-esquerda enfrentou acusações infundadas sobre fechamento de igrejas e propostas de aborto, que não se sustentavam na realidade.

No cenário atual, a diversidade entre evangélicos e suas posições políticas é evidente, refletindo em figuras como Marina Silva e Benedita da Silva, que trazem uma perspectiva de justiça social e igualdade. Apesar da presença significativa de pastores e líderes evangélicos na política, a liberdade religiosa se mantém intacta, embora ainda existam desafios para minorias que enfrentam perseguições.

O Crescente Poder das Igrejas e sua Influência Política

Nos últimos anos, as igrejas se transformaram em poderosos conglomerados midiáticos e econômicos, com muitos pastores defendendo uma teologia que busca dominar todos os aspectos da vida social. Essa abordagem, que se afasta dos princípios do cristianismo, levanta preocupações sobre a laicidade do Estado brasileiro, que deve garantir a defesa das minorias e regular as disputas religiosas.

Entretanto, entre os evangélicos existem aqueles que prezam por um discurso de paz e partilha, alinhando-se aos valores do Sermão da Montanha. A devoção popular, especialmente a ligada a figuras como Nossa Senhora do Rosário, é um reflexo da rica cultura afro-brasileira, que se manifesta através de tradições que unem diferentes crenças.

A história da santa negra, Nossa Senhora Aparecida, é um exemplo de como a fé católica se entrelaçou com a experiência dos escravizados no Brasil, tornando-se um símbolo de esperança e proteção. A narrativa de sua descoberta por pescadores, que culminou em abundância, reforça a conexão entre a fé e a luta por dignidade e justiça.

Por fim, a insensibilidade de certas correntes religiosas em relação à laicidade é uma preocupação atual, especialmente diante das eleições presidenciais. O apoio de líderes evangélicos a candidatos de extrema-direita pode refletir uma tentativa de minar o princípio da separação entre Igreja e Estado, um tema que continua a ser debatido intensamente no Brasil.


Com informações de Folha JF.

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