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Domingo, 4 de outubro de 2026

Clara Downey: a Miss Ratazana que une arte e patinação

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Juiz de Fora - MG
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

Clara Downey, de 29 anos, é uma artista de Juiz de Fora que se apresenta como Miss Ratazana, uma personagem criada em 2021. Com um visual marcante, incluindo cabelos longos e patins nas mãos, Clara se considera tímida, mas sua alter ego expressa sua liberdade e criatividade. A personagem, uma rata vestida de saia de bolinhas, representa a fusão de suas paixões pela arte e pela patinação, permitindo que ela explore ideias inusitadas e provocativas.

A criação de Miss Ratazana surgiu em um momento de reflexão pessoal, especialmente após a pandemia de Covid-19, quando Clara percebeu sua dificuldade em socializar após o isolamento. Diagnosticada com autismo, ela encontrou no patins uma forma de se reconectar com o mundo. “O patins entrou como um hiperfoco meu”, conta Clara, que já havia patinado na infância e retomou a prática em 2018.

A arte como expressão de resistência

Clara, que é formada em Artes e Design, também passou por um processo de redescoberta artística. Ela começou a desenhar novamente e a criar a personagem a partir de suas vivências nas ruas. “Tinha vergonha de estar ali, mas comecei a ressignificar minha presença no espaço público”, reflete. A Miss Ratazana permite que Clara aborde questões sociais, como as violências enfrentadas por mulheres em ambientes urbanos e esportivos, predominantemente masculinos.

O nome da personagem é uma referência a um apelido que Clara recebeu de amigos, refletindo seu jeito energético e criativo. Ela busca representar as mulheres nos esportes radicais, desafiando a vergonha e o medo que muitas sentem ao ocupar esses espaços. “A ideia é mostrar que esse espaço também é nosso e que existem ferramentas para lutar contra isso”, afirma.

Desde que começou a compartilhar seu trabalho, Clara formou uma comunidade de seguidores que se identificam com a Miss Ratazana. Ela também se envolveu em projetos culturais e agora está expandindo seu trabalho, incluindo a venda de produtos relacionados à personagem e a participação em publicações de arte. Recentemente, lançou uma tirinha em uma revista coletiva e trabalhou no documentário “Garotas radicais”, que explora a vivência das mulheres na pista de skate de Juiz de Fora.

Além disso, Clara colaborou em um desfile de moda chamado “Sórdida”, que apresentou uma coleção voltada para atletas urbanos, utilizando roupas de brechó estilizadas para oferecer proteção ao corpo. “A ideia é proteger e empoderar quem frequenta esses espaços”, conclui.


Com informações de Tribuna de Minas.

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