Hospital Therezinha de Jesus impõe restrições por falta de verba
O Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ) anunciou que, a partir da meia-noite desta quarta-feira (7), implementará novas restrições em seus serviços, devido a atrasos nos repasses financeiros. As medidas incluem a suspensão da admissão de novos pacientes na hemodiálise, pedidos de transferência de pacientes internados em UTIs e a interrupção da recepção de pacientes encaminhados como retaguarda por UPAs e outros hospitais.
Porém, os atendimentos de urgência e emergência continuam a ser realizados, pelo menos por enquanto. A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) foi informada sobre a situação e garantiu que, até o momento, o atendimento não foi impactado.
Medidas Temporárias e Situação Financeira
A nova comunicação do HMTJ se soma a uma crise anterior, onde o hospital já havia suspendido atividades eletivas. De acordo com o documento enviado à prefeita Margarida Salomão e ao secretário municipal de Saúde, Jonathan Ferreira Tomaz, os repasses financeiros estão atrasados, o que compromete a capacidade do hospital de manter o volume de assistência contratado.
Entre as quatro medidas anunciadas, a primeira é a manutenção dos atendimentos de urgência e emergência. Para a hemodiálise, os pacientes que já estão em tratamento continuarão a ser atendidos, mas não serão aceitos novos pacientes. Os internados em UTIs serão transferidos para outros hospitais, enquanto aguardam a disponibilidade de vagas.
A maternidade também deixará de receber pacientes como retaguarda das UPAs e de outros hospitais. As medidas são temporárias e serão reavaliadas caso os repasses sejam regularizados.
O HMTJ revelou que os valores pendentes somavam R$ 16.478.118,74 até 1º de outubro, incluindo R$ 2.257.166,28 referentes a incentivos da Rede de Urgência e Emergência e R$ 1.917.081,93 relacionados à hemodiálise. O hospital afirma que, sem os recursos, não conseguirá manter a assistência sem colocar os pacientes em risco.
No ofício enviado à Prefeitura, o HMTJ solicita a regularização imediata dos repasses e pede que a Central de Regulação, as UPAs e o Samu sejam instruídos a direcionar novos pacientes e aqueles que necessitam de retaguarda para outros prestadores. O hospital alerta que a continuidade dos atendimentos de urgência e emergência depende da regularização dos repasses financeiros.
A PJF, em resposta, afirmou que está ciente da comunicação e que mantém canais abertos para diálogo. A administração municipal planeja realizar reuniões institucionais ao longo da semana para abordar a situação, que até agora não afetou o atendimento.
Com informações de Folha JF.