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Domingo, 11 de outubro de 2026

Natalia Borges Polesso fala sobre personagens LGBTQIA+ na literatura

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

Natalia Borges Polesso, escritora e autora de “Amora”, que foi indicada para o Pism III, discute a importância da representatividade na literatura e a construção de personagens complexos em suas obras. O livro de contos, que explora as relações de amor entre mulheres, será adaptado para uma série de quatro episódios, com estreia programada para 2027 no Canal Brasil, sob a direção de Juliana Rojas.

Uma seguidora comentou sobre a obra, revelando que a leu aos 18 anos, quando começou a se entender como bissexual. Para Natalia, esse tipo de retorno é significativo e reflete como suas narrativas acolhem leitores que se identificam com as personagens. Desde o lançamento de “Amora”, que conquistou prêmios como Jabuti e Açorianos, a autora se consolidou como uma das vozes mais relevantes da literatura contemporânea.

Representatividade e Complexidade nas Narrativas

Em suas histórias, Natalia apresenta personagens lésbicas que vivenciam experiências além dos conflitos relacionados à sexualidade. A escritora Cidinha da Silva destaca que sua obra vai além dos estereótipos, abordando temas universais como amor, perda, e a busca por identidade. “Me interessa muito ter um projeto literário em que as personagens LGBTQIA+ sejam delineadas com complexidade”, afirma Natalia, que possui um doutorado em Teoria da Literatura e já publicou nove livros.

A adaptação de “Amora” para o audiovisual gera um misto de emoções para a autora. “É surreal ver aquelas personagens ganhando vida. Fui às gravações e me senti parte do projeto”, compartilha. Ela destaca a importância de manter a diversidade das personagens na série, um aspecto que considera essencial para preservar a essência do livro.

Entre as narrativas da série, destaca-se a história de Tereza e Daniela, que aborda temas como luto e maternidade. Natalia menciona que, enquanto no livro a maternidade era negada, na série essa dinâmica é explorada de maneira diferente, trazendo novos conflitos e tensões familiares. A autora busca construir personagens que não sejam definidas apenas pela sua orientação sexual, mas que apresentem uma gama de experiências e emoções.

Para Natalia, a literatura é uma ferramenta poderosa que pode impactar a vida dos leitores, ao permitir que se vejam refletidos nas histórias contadas. O desafio, segundo ela, é evitar o reducionismo na representação de personagens LGBTQIA+, mostrando suas complexidades e nuances em diversos contextos narrativos.


Com informações de Tribuna de Minas.

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