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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Projeto acolhe mulheres em tratamento de câncer de mama

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Saúde
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

Mulheres em tratamento de câncer de mama nas cidades de Chácara e Juiz de Fora têm encontrado apoio no projeto voluntário “A força de cada laço”, que oferece um espaço para acolhimento e troca de experiências. Idealizado em 2025 pela trabalhadora Cleide Santos, de 46 anos, a iniciativa atualmente conta com 24 participantes que se reúnem em um grupo de mensagens e em encontros presenciais, focando no bem-estar e na autoestima.

O projeto surgiu a partir da vivência de Cleide, que acompanhou mulheres da família durante o tratamento da doença. Seu desejo de criar um espaço de acolhimento se intensificou após ser diagnosticada com um nódulo benigno. “Queria fazer algo que levantasse a autoestima, que mostrasse que elas têm valores e podem ter uma vida normal, mesmo em tratamento”, explica Cleide.

Atividades e apoio emocional

Os encontros, que já ocorreram quatro vezes, incluem atividades como oficinas de amarração de lenços e turbantes, essenciais para as mulheres que enfrentam a perda de cabelo durante o tratamento. As participantes também compartilham suas experiências em um grupo de mensagens, onde discutem não apenas os desafios, mas também os momentos positivos.

Cleide, que se desloca diariamente entre Chácara e Juiz de Fora, organiza as atividades do projeto, que busca locais abertos e agradáveis para as reuniões. Recentemente, o grupo celebrou o Outubro Rosa com uma oficina de pintura em taças, promovida pela artesã Claudia Rosano.

Participantes como Aparecida Rodrigues, de 69 anos, e Cassia Dayana, de 37 anos, destacam a importância do projeto em suas jornadas de tratamento. Aparecida, que foi diagnosticada em 2013, afirma que o projeto proporciona força e coragem durante o tratamento. Cassia, que iniciou sua jornada em março de 2025, elogia o acolhimento e a troca de apoio entre as mulheres.

Apesar de ser um projeto autônomo e sem financiamento público ou privado, Cleide acredita na capacidade de acolher mais mulheres. Ela convida interessados a colaborar, seja oferecendo tempo, conhecimentos ou promovendo atividades. “É um projeto feito por pessoas que querem abraçar a causa e participar de coração”, finaliza.


Com informações de Tribuna de Minas.

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