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Domingo, 1 de novembro de 2026

A Conexão entre Guerra Espiritual e a Extrema-Direita

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

Em suas últimas colunas, Emerson Sena explorou a relação entre figuras religiosas e políticas, e hoje aborda a ideia de guerra espiritual associada à extrema-direita. Essa noção, que tem raízes em interpretações distorcidas de textos bíblicos, emergiu com força nos anos 1980 e 1990, especialmente entre grupos carismáticos católicos e evangélicos no Brasil e nos EUA.

Esses grupos sustentavam que o mundo e as famílias estavam sob ataque de forças malignas, o que exigia uma reação para resgatar espaços para o Senhor Jesus. Essa visão simplista da realidade se alinha com a ascensão de movimentos de extrema-direita, que proliferaram em um contexto de crise social e econômica.

A Ascensão da Extrema-Direita e Seus Fundamentos

A extrema-direita moderna surgiu após a derrocada do nazifascismo, especialmente entre as décadas de 1920 e 1945. Com o enfraquecimento do Estado de bem-estar social e as crises econômicas subsequentes, o ressentimento social se intensificou, criando um terreno fértil para a radicalização política. No Brasil, o bolsonarismo exemplifica essa mistura de ideologia religiosa e política extremista.

O neoliberalismo, que se consolidou a partir dos anos 1970, prometeu prosperidade e redução da pobreza, mas na prática resultou em cortes de direitos sociais e privatizações que não melhoraram a qualidade dos serviços públicos. Como resultado, a desigualdade e a pobreza se tornaram ainda mais evidentes, alimentando a narrativa de que grupos como imigrantes e minorias são responsáveis pelos problemas sociais.

Atualmente, a concentração de riqueza é alarmante, com um pequeno número de bilionários controlando uma parte significativa da riqueza global, enquanto a maioria da população luta para sobreviver. Esse cenário é um reflexo das promessas não cumpridas do neoliberalismo e da ascensão da extrema-direita, que frequentemente utiliza a retórica de guerra espiritual para justificar suas ações.

Além disso, a riqueza acumulada por líderes religiosos no Brasil, como o Bispo Edir Macedo, questiona a congruência entre suas práticas e os ensinamentos de Jesus, que pregava a doação aos pobres. A desigualdade crescente e a falta de políticas efetivas para redistribuir a riqueza revelam a complexidade da situação atual e a necessidade de um diálogo democrático mais profundo.

Assim, a luta contra a pobreza e a desigualdade deve ser vista como uma questão central, e as soluções exigem não apenas ação política, mas também uma reavaliação das narrativas que sustentam a guerra espiritual e a extrema-direita.


Com informações de Folha JF.

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