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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Dólar avança e atinge quase R$ 5,50 com incertezas fiscais

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Economia
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

O mercado financeiro brasileiro terminou a terça-feira (3) em queda, com o dólar em alta e a bolsa de valores ampliando suas perdas após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A moeda norte-americana subiu cerca de 1%, encerrando o dia próxima de R$ 5,50, enquanto o Ibovespa teve sua sexta queda consecutiva, chegando ao menor patamar desde janeiro.

O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,486, uma elevação de 0,74%. Durante o dia, a moeda superou brevemente a marca de R$ 5,50, em meio à cautela dos investidores em relação à política econômica do país. Essa movimentação ocorreu no primeiro dia de novembro, após o feriado de Finados e uma semana marcada por desvalorizações nos ativos brasileiros.

Expectativas e incertezas no mercado

A partir da reeleição de Lula, em 25 de outubro, o mercado cambial tem sentido a pressão sobre o real. As incertezas fiscais, que incluem dúvidas sobre a gestão das contas públicas e a agenda econômica do governo, e as expectativas em relação à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic, prevista para quarta-feira (4), mantiveram os investidores cautelosos.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentou sobre as propostas do economista André Lara Resende, afirmando que elas apresentam deficiências e não estão sendo discutidas pelo governo. Ele também defendeu um ajuste fiscal gradual, em meio a um cenário internacional que inclui a valorização do dólar frente a outras moedas e as eleições legislativas nos Estados Unidos.

O Ibovespa registrou uma queda de 1,42%, fechando a 165.528,92 pontos, segundo dados preliminares. O índice chegou a perder a marca dos 165 mil pontos durante o pregão, atingindo uma mínima de 164.446,53 pontos. As ações da Petrobras e da Vale, as mais negociadas, contribuíram para essa pressão, refletindo ajustes nos preços internacionais do petróleo e de outras commodities.

A atenção dos investidores está voltada para a reunião do Copom, onde a taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, pode ser mantida diante da deterioração das expectativas inflacionárias e da desvalorização do real. O boletim Focus, divulgado nesta terça, aumentou a projeção de inflação para 2027 de 4,34% para 4,76%, ultrapassando o teto da meta de 4,5%.


Com informações de Agência Brasil.

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