Mpox: Rio de Janeiro lidera casos no Brasil e vacinação avança
O Brasil contabilizou 665 casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde na última quarta-feira (4). Este número representa uma queda acentuada de 94% em comparação a 2022, quando mais de 10 mil casos foram registrados no país. Em um esforço para intensificar a prevenção, o ministério enviou 2 mil doses da vacina para o estado do Rio de Janeiro, que já soma 218 casos este ano, correspondendo a aproximadamente 32% do total nacional.
Com a nova remessa, o Rio de Janeiro recebeu um total de 3,5 mil doses do imunizante ao longo de 2026. A distribuição dessas vacinas será gerida pela Secretaria de Estado de Saúde, enquanto a aplicação ficará a cargo das secretarias municipais. O Ministério da Saúde também indicou que novos envios poderão ser realizados conforme a demanda do estado.
Vacinação e Grupos Prioritários
A vacinação é priorizada para pessoas vivendo com HIV/aids que apresentam contagem de linfócitos CD4 abaixo de 100 células/mm³, pois estão em maior risco de desenvolver formas graves da doença. O esquema de imunização consiste em duas doses, com um intervalo de 28 dias entre elas. Os indivíduos do grupo prioritário devem se cadastrar nos Centros de Referência onde já recebem acompanhamento médico, e a vacinação será agendada posteriormente.
Além do grupo prioritário, outros indivíduos poderão receber a vacina caso haja doses sobrando. Isso inclui pessoas com HIV/aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que lidam com amostras de mpox.
O Ministério da Saúde ressaltou que a queda nos casos de mpox é notável, especialmente no Rio de Janeiro, onde a redução foi de 84,2% em relação a 2022, quando o estado registrou cerca de 1,3 mil casos. O ministério continua monitorando a vacinação e o uso das doses distribuídas, em colaboração com as secretarias de saúde estaduais e municipais.
Os sintomas da mpox incluem lesões na pele, febre, dor de cabeça, e fraqueza. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões, secreções corporais ou objetos contaminados. Aqueles que apresentarem sintomas devem buscar atendimento médico para avaliação e, se necessário, diagnóstico laboratorial.
Para prevenir a transmissão, o Ministério da Saúde recomenda evitar contato com pessoas suspeitas ou confirmadas com a doença, além de manter práticas de higiene rigorosas, como não compartilhar objetos pessoais e desinfetar superfícies frequentemente.
Com informações de Tribuna de Minas.