Zona da Mata

Auxiliar da Escola Três Marias é desligado após denúncias graves

Um homem de 23 anos, que atuava como auxiliar de aprendizagem na Escola Municipal Três Marias em São João Nepomuceno, está sendo investigado por acusações que envolvem duas meninas com menos de 14 anos. As denúncias, que chegaram à Polícia Civil, foram registradas entre abril e julho de 2023 e apontam para graves crimes, inclusive estupro de vulnerável e importunação sexual.

A Secretaria Municipal de Educação local confirmou que o jovem foi desligado de suas funções imediatamente após o recebimento da denúncia mais recente. Segundo informações, o homem mantinha um contrato temporário e a administração escolar decidiu pela rescisão quando tomou conhecimento das ocorrências.

Denúncias e ameaças

O caso que deflagrou novos desdobramentos ocorreu no dia 7 de julho, quando o pai de uma menina de 11 anos descobriu mensagens enviadas pelo auxiliar em um aplicativo de mídia social. O conteúdo das mensagens indicava um interesse em se encontrar com a criança a sós, o que alarmou o pai e o levou a buscar a direção da escola. Mensagens enviadas com registros de fotos também foram encontradas, no entanto, as imagens já tinham sido abertas, impossibilitando a verificação do seu conteúdo real.

Na sequência, o pai retornou à polícia no dia seguinte, relatando ter recebido mensagens ameaçadoras do investigado, que faziam referências a agressões e à exposição de fotografias da família. Preocupado pela segurança de sua filha e dos familiares, o pai relatou estar recebendo ameaças de morte e agressão.

Além deste caso, o suspeito já enfrentava denúncias anteriores. Em 11 de abril, a mãe de uma menina de 12 anos havia procurado a polícia após encontrar no celular da filha conversas e fotos que supostamente foram enviadas pelo mesmo homem. Durante a investigação, ficou claro que o investigado teria se aproximado da adolescente mesmo ciente de sua idade e cometido atos libidinosos sem consentimento.

O caso já é tratado com seriedade e está sob investigação sigilosa pela Polícia Civil, que visa proteger as crianças envolvidas. A Secretaria Municipal de Educação enviou nota expressando que o trabalhador estava temporariamente na escola e já não faz mais parte do quadro de funcionários em virtude das denúncias recebidas.


Com informações de Tribuna de Minas.

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