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Segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Babylon: a oda de Chazelle ao cinema dos anos 1920

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
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Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

Damien Chazelle, conhecido por sua paixão pelo cinema, traz à tona sua mais recente obra, Babylon, que se aprofunda na tumultuada transição do cinema mudo para o sonoro. Após explorar o jazz em Whiplash e os musicais em La La Land, o diretor apresenta uma experiência cinematográfica intensa e polarizadora, que já gera debates desde sua estreia. Com quase três horas de duração, o filme não se esquiva dos excessos, retratando festas repletas de drogas e álcool, cenas de nudez explícita e violência gráfica, tudo isso em um ritmo frenético.

Atores entregam performances marcantes

Margot Robbie brilha como Nellie LaRoy, uma aspirante a atriz que personifica o espírito autodestrutivo da época. Sua performance é visceral, oscilando entre momentos de intensa euforia e desespero. Brad Pitt, no papel de Jack Conrad, um astro do cinema mudo, enfrenta a desintegração de sua carreira com a chegada do som. Enquanto Nellie exemplifica a nova geração, Jack representa a velha guarda que precisa se reinventar para não ser deixada para trás. Diego Calva completa o trio como Manny Torres, um imigrante mexicano que ascende nos estúdios, funcionando como um observador que revela tanto a admiração pelo cinema quanto a podridão que o permeia.

A transição para o cinema sonoro é uma metáfora poderosa para mudança e obsolescência. Uma cena em que uma equipe tenta gravar o primeiro filme falado é um exemplo perfeito de como Chazelle equilibra humor e tensão. A adaptação à nova tecnologia não é fácil, e muitos personagens se veem perdidos, refletindo a luta de uma indústria em transformação.

Chazelle não romantiza essa transição; ao contrário, ele expõe a crueldade do mercado, que descarta talentos como Jack Conrad, que, embora ainda talentoso, não se encaixa mais no novo formato. O filme, com seus excessos narrativos e visuais, provoca reações diversas. Alguns críticos acreditam que o diretor exagerou, transformando uma crítica em uma celebração inconsciente do que pretende denunciar. Outros, no entanto, argumentam que esses excessos são essenciais, representando a desmesura que sempre permeou Hollywood.

O terceiro ato intensifica ainda mais as divisões de opinião. Após acompanhar a ascensão e queda dos personagens, a sequência final é uma declaração de amor ao cinema, que para alguns é emocionante e, para outros, pretensiosa. A trilha sonora de Justin Hurwitz, colaborador frequente de Chazelle, é um destaque à parte, misturando jazz e elementos orquestrais que dialogam com o caos visual apresentado. A fotografia de Linus Sandgren captura a beleza e a sujeira da época, com cores vibrantes e tons sóbrios que transmitem emoções intensas, mesmo quando o excesso visual pode ser cansativo.


Com informações de Tribuna de Minas.

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