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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Polícia Civil recupera 2,2 mil celulares em Minas Gerais

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Desde o lançamento do projeto Tá Entregue, da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), mais de 1,7 mil vítimas de furtos e roubos já recuperaram seus celulares. A iniciativa, que começou em dezembro de 2024, já contabiliza a devolução de 1.743 aparelhos, totalizando 2.241 celulares recuperados até o momento.

A quinta edição do projeto, realizada entre agosto e setembro de 2026, expandiu sua atuação para 19 departamentos da Polícia Civil, abrangendo 270 municípios e distritos. Essa ampliação é um marco importante, já que as quatro edições anteriores estavam concentradas em Belo Horizonte e na Região Metropolitana.

Restituição e impacto social

Para muitas vítimas, a devolução do celular representa muito mais do que a recuperação de um bem material. Os aparelhos contêm contatos, documentos e informações valiosas do dia a dia. Bruna Chaves Souza, de 36 anos, é um exemplo: seu celular foi furtado no trabalho e, após um ano e meio de espera, ela finalmente recebeu seu aparelho de volta. “Eu já tinha perdido as esperanças de encontrá-lo. Hoje estou com ele em mãos. A felicidade está a mil, nem estou acreditando!”, comemorou Bruna.

A nova fase do projeto também implementou uma logística mais próxima das vítimas, com 323 aparelhos já destinados à devolução em 57 municípios, sendo 211 já entregues. Para as próximas etapas, está prevista a entrega de mais 133 celulares para casos em que a recuperação foi realizada a mais de 50 quilômetros da residência do proprietário, facilitando o acesso às vítimas.

De acordo com a delegada-geral da PCMG, Letícia Gamboge, o projeto combina inteligência, tecnologia e atuação policial, aumentando a capacidade de recuperar bens furtados e reforçando o combate à receptação. Além disso, aproxima a Polícia Civil da população, devolvendo a confiança aos cidadãos.

A metodologia utilizada envolve análise de dados e identificação pelo IMEI, número que individualiza cada celular. A PCMG cruza informações para localizar os aparelhos que ainda estão ativos e identificar seus atuais usuários. Quando um celular é encontrado em posse de outra pessoa, é feita uma intimação eletrônica para que essa pessoa apresente o aparelho e esclareça a situação.

O trabalho da PCMG não se limita apenas à recuperação dos celulares. A identificação do usuário atual contribui para a investigação de crimes patrimoniais e da cadeia de receptação, ampliando as informações disponíveis sobre a circulação de celulares subtraídos.


Com informações da Agência Minas. Foto: PCMG / Divulgação .

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