Zona da Mata

Documentário ‘Baobás’ homenageia a memória negra em JF

Na segunda-feira, 10 de julho, o documentário “Baobás: raiz firme faz a árvore forte” será exibido pela primeira vez no Teatro Paschoal Carlos Magno, em Juiz de Fora, às 18h30. A obra, produzida localmente durante o ano de 2025, visa preservar a memória da população negra da cidade e discutir o envelhecimento através da valorização do patrimônio cultural.

A equipe do documentário se propôs a destacar histórias que frequentemente foram esquecidas. O filme inclui relatos de figuras como Nilson Gonzaga, Helena Cassimiro, Efigênio Evaristo de Castro, entre outros, que demonstram o envelhecer como um tempo de acumulação de vivências significativas, e não como um período de declínio. Segundo os produtores, o processo de realizar este documentário foi intenso, exigindo a seleção cuidadosa de narrações ricas em experiência e conhecimento.

A arte de envelhecer e a importância da memória

Os responsáveis pelo “Baobás” acreditam que a memória, a identidade e a dignidade de um povo não devem ser esquecidas e que é essencial registrar essas narrativas como uma forma de resistência à urgência e ao desprezo pelo passado. O baobá, que empresta seu nome ao projeto, simboliza essa ideia de vida e resistência, refletindo a capacidade de acumular experiência e oferecer abrigo.

A produção também está comprometida em fazer as histórias contadas reverberarem na comunidade. Um livreto com informações e fotos dos entrevistados será distribuído no lançamento e, posteriormente, o filme poderá ser assistido no YouTube. Além disso, há planos para exibições em escolas da cidade e em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora.

Os criadores do documentário, vindos de diferentes áreas de atuação, além de cineastas, são apaixonados por história e querem ressaltar a importância da memória como carga política. Giovana Castro, uma das produtoras, ressaltou que é vital que ações públicas se mobilizem para preservar essas histórias e permitir que novas gerações tenham acesso a esse legado.

Embora a equipe tenha enfrentado desafios durante a execução do projeto, como a perda da entrevistada Zuleika, que faleceu antes da estreia, o humor e a reflexão sobre a vida foram constantes. “Só não envelhece quem morre jovem”, brincou Giovana, ao abordar a complexidade da passagem do tempo e a importância de acolher o envelhecer.


Com informações de Tribuna de Minas.

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