Economia

BNDES registra lucro histórico de R$ 9,2 bilhões em 2023

No primeiro semestre de 2023, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) alcançou um lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões. Este valor representa um crescimento de 25% em comparação ao mesmo semestre do ano anterior. Acumulando os últimos doze meses, até junho deste ano, a instituição atingiu um lucro total de R$ 17,1 bilhões, um marco na história do banco.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os resultados apresentados são extremamente positivos. Em uma coletiva de imprensa realizada na sede do banco em São Paulo, ele descreveu o balanço como “extraordinário” e destacou a combinação de crescimento significativo nos créditos concedidos e uma rentabilidade que ocupa a segunda posição no mercado financeiro.

Destaques do primeiro semestre

No trimestre em questão, os ativos totais do BNDES chegaram a R$ 1,05 trilhão, o maior valor já registrado pela instituição. A carteira de crédito também obteve um avanço considerável, atingindo R$ 684 bilhões, um nível inédito desde 2016. O patrimônio líquido acompanhou essa tendência de crescimento, alcançando R$ 181 bilhões, um respaldo histórico para a entidade.

As aprovações no setor de crédito totalizaram R$ 110,6 bilhões, marcando um aumento de 52% em relação ao ano passado. Os setores de infraestrutura e agropecuária foram os que mais cresceram, com altas de 91% e 46%, somando R$ 46 bilhões e R$ 24,8 bilhões, respectivamente. Enquanto isso, o crédito ao comércio e serviços e à indústria aumentou 27% e 24%, totalizando R$ 17,3 bilhões e R$ 22,5 bilhões.

O apoio a micro, pequenas e médias empresas também alcançou um recorde, com R$ 108,2 bilhões, o maior valor já registrado nesse período e um crescimento de 22% em relação ao ano anterior. A inadimplência de 90 dias se manteve praticamente estável em 0,05%, muito abaixo da média do Sistema Financeiro Nacional, que é de 4,68%.

Mercadante acrescentou que o BNDES está focado em diversificar sua atuação, com investimentos em setores inovadores, como veículos voadores, inteligência artificial e na exploração de minerais críticos. Ele ressaltou a importância de se preparar para novas emergências climáticas e afirmou que a instituição está atenta aos impactos previstos das mudanças climáticas que poderão afetar diversas regiões do Brasil ao longo do ano.


Com informações de Agência Brasil.

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