Carlos Viana solicita afastamento de procurador no STF
O senador Carlos Viana (PSD), representante de Minas Gerais, apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) no último domingo (20) solicitando o afastamento cautelar de Paulo Gonet, procurador-geral da República. O pedido se baseia no alegado envolvimento de Gonet no Caso Master.
Em entrevista, Viana destacou que o Código Penal Brasileiro é claro sobre a necessidade de afastamento de membros do Ministério Público que tenham interesse em processos. Ele argumentou que Gonet deveria ter se declarado impedido desde o início, considerando seu suposto envolvimento com Daniel Vorcaro e seu filho, para quem teria solicitado um favor.
Acusações de mentiras e falta de imparcialidade
O senador também acusou Gonet de ter mentido durante uma sessão do STF, ao afirmar que não tinha relação com Vorcaro. Viana mencionou que, apenas dois dias depois, uma foto foi divulgada mostrando Gonet e Vorcaro juntos em um clube em Londres.
“Gonet mantém um relacionamento com o Banco Master e, portanto, não pode continuar à frente do caso”, disse Viana. Ele optou por não aguardar a reunião do Conselho Nacional do Ministério Público, agendada para a próxima sexta-feira (25), onde a situação de Gonet será discutida. Viana expressou desconfiança em relação às instituições, ressaltando a importância de ações imediatas.
Além disso, o senador pediu ao Conselho de Ética do Senado que inicie uma investigação sobre a participação de Davi Alcolumbre no Caso Master e a quebra de sigilos de imagem relacionados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Viana também comentou sobre suas aspirações políticas, afirmando que, se reeleito, pretende candidatar-se à presidência do Senado. Ele defendeu a necessidade de reformas no Judiciário e criticou o que considera um “poder excessivo” do STF, sugerindo a implementação de mandatos limitados para ministros e a proibição de decisões monocráticas.
“É essencial ter uma corte técnica e independente, com critérios claros para a escolha de ministros”, concluiu Viana, enfatizando que mudanças são necessárias para garantir a autonomia e a integridade do Judiciário brasileiro.
Com informações de Tribuna de Minas.