Pular para o conteúdo
Domingo, 27 de setembro de 2026

Carros antigos têm risco de morte quase quatro vezes maior

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
WhatsApp Facebook
Transporte urbano
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

Estudos revelam que veículos mais antigos apresentam um risco significativamente maior de morte e ferimentos graves em acidentes. Uma análise realizada pelo Jornal do Carro, com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), entre janeiro e julho, mostrou que acidentes envolvendo automóveis com uma diferença de pelo menos dez anos resultaram em 1.582 ocorrências. Esses acidentes envolveram 2.491 ocupantes de carros antigos e 2.467 de modelos mais novos.

A taxa de mortalidade entre os ocupantes de veículos mais velhos alcançou 2,85%, resultando em 71 fatalities, quase quatro vezes mais que os 0,73% registrados entre os automóveis mais recentes, que tiveram 18 mortes. A diferença se mantém quando considerados feridos graves: 11,6% dos ocupantes de carros antigos se feriram gravemente, em comparação a 6,2% dos novos.

Risco crescente em veículos mais velhos

Essa situação não é exclusiva do Brasil. Um estudo na revista científica JAMA Network Open, que investigou acidentes fatais nos Estados Unidos de 2016 a 2021, revelou um aumento no risco de morte conforme a idade dos veículos aumentava. O estudo indicou que o risco para ocupantes de carros com idade entre seis e 15 anos era 19% maior e 31% superior para aqueles com mais de 15 anos, em comparação a automóveis com até cinco anos.

O envelhecimento da frota de veículos no Brasil também é uma preocupação. Em 2025, a idade média dos automóveis no país era de 11 anos e cinco meses, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). Essa média aumentou em relação a uma década antes, quando era de oito anos e dez meses. Com a diminuição da participação de carros novos, os veículos com mais de 11 anos estão cada vez mais presentes nas estradas.

As diferenças estruturais entre veículos antigos e novos podem afetar a segurança em colisões. Carros modernos são projetados com zonas de deformação que absorvem a energia do impacto, enquanto muitos modelos mais antigos não têm esses recursos. Além disso, veículos novos costumam vir equipados com airbags e outros sistemas de segurança que não estão disponíveis em modelos mais velhos, aumentando ainda mais os riscos para ocupantes de automóveis antigos em acidentes.


Com informações de Tribuna de Minas.

Mais de Zona da Mata

Enviar no WhatsApp