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Segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Cleitinho Azevedo diz que Minas não está quebrado, mas precisa de mudança

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Governo de Minas Gerais
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

O candidato ao governo de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, do Republicanos, se posicionou contra a ideia de que o estado enfrenta uma crise financeira grave. Durante uma sabatina na BandNews nesta segunda-feira (21), ele comparou a situação de Minas à recuperação de um clube de futebol, citando o Flamengo como exemplo de superação financeira.

Azevedo argumentou que Minas precisa de uma mudança de “energia” e de uma melhor organização das contas para estimular a economia. Ele destacou que o Flamengo, que estava em dificuldades financeiras em 2016, se tornou uma potência mundial após implementar uma boa gestão. “Não caia nessa ladainha que o Estado tá quebrado, não”, enfatizou o candidato.

Propostas e visão sobre a dívida pública

De acordo com o candidato, um verdadeiro sinal de falência seria o atraso nos salários de autoridades, como governador e deputados. Ele citou a importância de uma gestão eficiente para evitar esse cenário. Dados da Secretaria de Estado da Fazenda de Minas mostram que a dívida total do estado é de R$ 208,87 bilhões, sendo R$ 188,19 bilhões referentes a dívidas com a União.

No plano de governo de Cleitinho, é mencionado que Minas enfrenta “severas restrições fiscais” e que será necessário “fazer mais com menos”, com cortes de gastos e aumento da eficiência administrativa. Em resposta a questionamentos sobre financiamento, ele afirmou que planeja aumentar a receita, reduzir a burocracia e atrair investimentos.

Entre as medidas que ele pretende implementar, está a renegociação da dívida com a União, que considera um “mal necessário”. Cleitinho também prometeu garantir a recomposição anual dos salários dos servidores pela inflação, embora não se comprometa a pagar as perdas acumuladas de governos anteriores.

Para melhorar a infraestrutura, Cleitinho propõe parcerias com empresários para recuperar estradas, citando um modelo adotado em Divinópolis. Ele sugeriu que empresas com dívidas com o estado possam realizar obras rodoviárias como forma de contrapartida. “Eu posso fazer uma contrapartida com eles, permuta com eles”, disse.

Azevedo também fez questão de afirmar que pretende assumir o governo sem compromissos pessoais com empresários, destacando que não pedirá favores para si, mas sim para a população. Essa declaração surge em meio a uma investigação do Ministério Público de Minas Gerais sobre cessões de aeronaves à sua campanha, que a assessoria do candidato classifica como infundada.


Com informações de Tribuna de Minas.

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