Mestre Carlos Silva: 40 anos de dutch kickboxing em JF

Localizado na Avenida Sete de Setembro, no Bairro Costa Carvalho em Juiz de Fora, o tatame da Chakuriki Brasil já formou mais de mil faixas pretas sob a liderança de Carlos Eduardo da Silva. Com 57 anos, o mestre de dutch kickboxing acumula quase quatro décadas de ensino contínuo, transformando uma pequena turma de alunos em uma rede significativa de educação esportiva que abrange Minas Gerais e São Paulo.
A trajetória de Carlos na arte das lutas começou na infância, em 1980, com a prática de diversas modalidades como taekwondo, karate e muay thai, até que encontrou seu verdadeiro nicho no dutch kickboxing, uma fusão de karate kyokushin, boxe inglês e muay thai. Ele foi o pioneiro desse estilo em Juiz de Fora, estabelecendo a Chakuriki como referência nas artes marciais com forte ênfase nas lutas de contato.
Atletas de destaque formados no tatame
Ao longo de sua carreira, Carlos teve a oportunidade de treinar atletas que conquistaram destaque em competições nacionais e internacionais. Um de seus alunos de maior sucesso é Bruno Carvalho, que se mantém invicto no muay thai e kickboxing. Outro exemplo é Laís Fiona, campeã do WGP, o maior evento chileno de kickboxing. Outros como Ricardo Decker e o boxeador Ivan “O Terrível” também fazem parte dos atletas que tiveram um papel importante no cenário esportivo.
Com cerca de 150 a 180 alunos atualmente, Carlos enfatiza que sua abordagem vai além do ensino esportivo. Sua prioridade é moldar cidadãos de qualidade, ajudando jovens a se afastarem de influências negativas, como o uso de drogas. Ele se orgulha de ver muitos ex-alunos intermediando lutas como treinadores, perpetuando o legado humano e esportivo.
O mestre ostenta o grau de 8º dan em dutch kickboxing e está em busca de expandir seus conhecimentos através da literatura. Em 2025, Carlos planeja lançar os primeiros dois livros de uma série dedicada ao kickboxing, abordando aspectos e técnicas do estilo. Além disso, ele se esforça para trazer o Grand Master Tom Herrick ao Brasil para um seminário e tem planos de promover competições internacionais na América do Sul.
Carlos também pensa em seu legado familiar, incentivando sua filha Aisha, de 10 anos, a seguir seus passos na luta. Ele reflete sobre sua jornada e expressa gratidão por todo o progresso realizado, reafirmando seu compromisso em seguir nesse caminho tanto na educação quanto no esporte.
Com informações de Tribuna de Minas.

