Candidatos de Minas e suas estratégias nas redes sociais
A corrida pelo Governo de Minas e pelo Senado está fortemente marcada pela presença nas redes sociais, onde os candidatos buscam destacar suas propostas. Contudo, muitas vezes as publicações priorizam a associação a figuras políticas de renome nacional, a valorização de suas próprias trajetórias e críticas a adversários, conforme aponta um estudo do Instituto Democracia em Xeque (DX).
O relatório, que faz parte dos Hubs Regionais 2026, analisou postagens feitas entre 31 de agosto e 15 de setembro, trazendo à tona diferentes maneiras de construir a imagem dos candidatos e relacionar as eleições estaduais ao debate político nacional. A pesquisa foi realizada em colaboração com a PUC-Rio e diversas universidades federais.
Estratégias de Comunicação Eleitoral
Entre as estratégias identificadas, destaca-se a associação a presidenciáveis. Flávio Roscoe (PL) foi o que mais explorou esse recurso, promovendo eventos ao lado de Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira, e utilizando o lema “quem vence em Minas, vence o Brasil”. Por outro lado, Patrus Ananias (PT) convocou a militância para um ato nacional e divulgou um vídeo com Lula, relembrando seu tempo no Ministério do Desenvolvimento Social.
No Senado, Marília Campos (PT) também se alinhou à figura de Lula, organizando um comício que ressaltava a defesa da democracia. Candidatos de direita, como Marco Antônio Superman (Novo) e Domingos Sávio (PL), buscaram aumentar sua visibilidade associando-se a figuras proeminentes, como Cleitinho Azevedo e Flávio Bolsonaro.
Quando não contavam com figuras de destaque, alguns candidatos focaram na construção de suas próprias imagens. Alexandre Kalil (PDT) enfatizou sua gestão como prefeito de Belo Horizonte e sua atuação durante crises, enquanto Mateus Simões (PSD) buscou reforçar sua imagem de combate à corrupção por meio de relatos pessoais.
Além disso, na disputa pelo Senado, Marília e Áurea Carolina (PSOL) investiram na valorização de suas histórias pessoais e na união feminina, enquanto Marcelo Aro (PP) utilizou a experiência familiar para abordar questões sociais, como doenças raras.
Com informações de Tribuna de Minas.