Queima do Alho e Violada celebram tradição em Juiz de Fora
A Queima do Alho, uma manifestação cultural que remonta ao século 18, celebra a tradição dos tropeiros e boiadeiros no Brasil. Este evento, que envolve a preparação de pratos típicos, faz parte da programação da Violada, que ocorre neste fim de semana no Shopping Jardim Norte, em Juiz de Fora, com entrada gratuita.
Arthur Neto, membro da Comitiva Tropeiros da Geraes, explica que a Queima do Alho remete aos tempos do tropeirismo, entre 1800 e 1850, quando tropas de mulas transportavam alimentos e riquezas. “O cozinheiro da tropa preparava o rancho para os peões, usando recursos limitados que levava em bruacas”, detalha. Os pratos mais comuns dessa época, como arroz carreteiro e feijão gordo, ainda são preparados nas Queimas do Alho atuais.
Resgatando a cultura tropeira
Atualmente, a tradição da Queima do Alho é mantida por poucos tropeiros, principalmente no Centro-Oeste do Brasil. Em Juiz de Fora, a Comitiva Tropeiros da Geraes busca revitalizar essa cultura em festivais e eventos que homenageiam as rotas dos tropeiros. Arthur destaca que a cidade está diretamente ligada a essa história, devido ao Caminho Novo, que conectava os portos do antigo Rio de Janeiro às cidades de Ouro Preto e Mariana.
O evento Violada, que se estende até domingo (27), oferece uma programação diversificada, incluindo música sertaneja e gastronomia. No dia 25, Renato Teixeira se apresenta, e no dia 27, Padre Pierre encerra com uma missa especial. Além da Queima do Alho, a festa contará com um concurso de Rei e Rainha da Violada e diversas atrações musicais, prometendo animar o público.
A Queima do Alho também pode ser realizada de forma competitiva, onde jurados avaliam o sabor da comida e a habilidade dos cozinheiros. “Queremos premiar aqueles que preservam a tradição da forma mais autêntica possível, utilizando técnicas antigas como o fogo de chão”, ressalta Arthur.
A Comitiva Tropeiros da Geraes, formada na década passada, tem como objetivo resgatar a história e valorizar o homem do campo. Eles já percorreram diversas rotas históricas e planejam continuar promovendo a cultura tropeira por meio de eventos e festivais.
Com informações de Tribuna de Minas.