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Sábado, 31 de outubro de 2026

Dólar atinge R$ 5,44 com maior alta semanal desde 2008

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
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Economia
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

O mercado financeiro brasileiro fechou o mês de outubro com grandes oscilações, destacando-se a alta do dólar e a queda acentuada do índice da bolsa de valores. Nesta sexta-feira (30), a moeda americana subiu cerca de 1% e encerrou suas operações a R$ 5,446, enquanto o Ibovespa caiu 0,75%, atingindo 167,9 mil pontos. Ao longo da semana, o dólar acumulou uma valorização de mais de 9%, a maior desde a crise financeira de 2008.

A queda do Ibovespa foi a mais significativa desde março de 2020, quando os mercados reagiram aos primeiros impactos da pandemia de covid-19. O comportamento dos ativos foi fortemente influenciado pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelas incertezas em relação à política fiscal do Brasil. Além disso, no cenário internacional, a queda acentuada das ações de empresas de tecnologia e inteligência artificial também impactou o dólar e as bolsas em outros países.

Desempenho do Dólar e da Bolsa

No fechamento do dia, o dólar comercial registrou alta de 1,09%, alcançando R$ 5,446, valor máximo para 2026. Durante o pregão, a moeda chegou a ser cotada a R$ 5,463, mas posteriormente viu parte de seus ganhos serem reduzidos. Após o segundo turno das eleições, a alta acumulada do dólar foi de 9,15%, representando a maior valorização semanal desde outubro de 2008.

Em outubro, o dólar teve um aumento total de 5,27%, acumulando uma valorização de 0,81% no ano. Essa volatilidade observada na primeira metade do pregão foi em grande parte atribuída à formação da Ptax, taxa utilizada para a liquidação de contratos futuros de câmbio, e à reavaliação das posições dos investidores após os resultados eleitorais.

O Ibovespa, por sua vez, encerrou o dia em queda de 0,75%, representando o quinto dia consecutivo de perdas. Na semana, o índice acumulou uma desvalorização de 18,12%, a maior desde março de 2020. Em outubro, a queda foi de 9,88%, o pior desempenho desde junho de 2022.

As incertezas políticas e a saída de recursos estrangeiros do mercado também contribuíram para a pressão sobre os ativos brasileiros. Dados da B3 mostraram uma retirada líquida de cerca de R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações nos três primeiros pregões da semana.

No cenário internacional, a cautela dos investidores em relação às empresas de tecnologia dos EUA e as expectativas sobre inflação e juros globais também afetaram o mercado. O índice S&P 500, em Nova York, caiu 1,82%, refletindo preocupações com os resultados de grandes empresas de tecnologia.


Com informações de Agência Brasil.

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