Ministro Dario Durigan destaca importância da abertura comercial

Durante um evento realizado em São Paulo nesta segunda-feira (17), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, apresentou argumentos a favor da ampliação das relações comerciais do Brasil com outros países. Ele enfatizou que o Brasil deve se posicionar como um “porto seguro” no cenário global, transmitindo segurança e previsibilidade aos investidores e parceiros comerciais.
Segundo Durigan, a abertura do comércio brasileiro deve ser pautada por negociações estratégicas, evitando a dependência em relação a um único parceiro, seja ele da Ásia ou da América do Norte. “O Brasil está preparado para o debate, consciente de suas fortalezas e fraquezas”, afirmou o ministro.
Contexto de Tensão Econômica
A declaração do ministro ocorre em um momento onde há uma crescente tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos. Recentemente, o governo brasileiro iniciou um processo para examinar a possibilidade de adotar medidas retaliatórias contra tarifas unilaterais impostas pelos EUA. Essa análise está embasada na Lei da Reciprocidade Econômica, que foi aprovada no ano passado como resposta a tarifas anteriores durante a gestão de Donald Trump.
Além das questões comerciais, Durigan abordou a importância de implementar medidas fiscais, como limites orçamentários, para garantir a estabilidade econômica do país. “É fundamental manter uma trajetória fiscal estável, evitando qualquer desestabilização”, ressaltou.
Em relação à reforma tributária, o ministro reconheceu que as mudanças propostas podem gerar receios, mas manifestou otimismo em relação ao futuro. Para ele, os ajustes que poderão ser realizados até 2027 trarão um sistema tributário mais eficiente para o Brasil.
Durigan também discutiu a questão dos juros, afirmando que o país não poderá avançar em questões de crédito enquanto taxas elevadas persistirem. Ele considera que esses juros são a “milha final” de que o Brasil precisa para realizar os ajustes necessários ao seu desenvolvimento econômico a médio e longo prazo.
Com informações de Agência Brasil.
