Eleição do Tupi agendada; oposição questiona regras na Justiça
A eleição para o Conselho Deliberativo do Tupi Foot Ball Club está agendada para ocorrer no dia 3 de outubro, nas instalações do clube, na Rua José Calil Ahouagi, nº 332, em Juiz de Fora. Segundo o edital de convocação, a votação será realizada das 9h às 17h, com apuração imediata após o fechamento das urnas. Porém, o processo eleitoral enfrenta contestação judicial por parte de um grupo opositor.
O grupo contesta a Assembleia Geral Ordinária promovida em 18 de agosto, que definiu a Comissão de Fiscalização Eleitoral (Cofel), encarregada da supervisão e regulamentação da votação. O edital foi assinado no dia 11 de setembro pelo presidente do Conselho Deliberativo, Leonardo Cesar da Silva Ribeiro. Desde o início do mês, a Tribuna tenta contato com Leonardo, mas não obteve resposta, gerando incertezas sobre a situação das chapas candidatas.
Oposição alega irregularidades no processo
A oposição, liderada por Daniel de Oliveira Pires, questiona a legitimidade da reunião de agosto, afirmando que não contou com a participação de todos os associados. Daniel, que ainda não registrou uma chapa, está apoiado por Cloves Santos, ex-diretor de Futebol do clube, e já protocolou uma ação declaratória de nulidade contra o Tupi na 6ª Vara Cível de Juiz de Fora. Solicita-se na ação a suspensão dos efeitos da reunião e a revisão dos atos realizados posteriormente, incluindo a creación da Cofel.
Para votar e ser votado, os associados devem ser maiores de 18 anos e ter pelo menos 12 meses de vínculo com o Tupi, além de estarem em dia com suas obrigações. Eventuais pendências podem ser regularizadas até o dia da eleição. Contudo, a oposição afirma que as exigências definidas na assembleia contrariam o Estatuto Social do clube, que apenas requer que o associado esteja em dia, sem impor prazos prévios.
Recentemente, uma nova versão do edital eliminou a data limite para regularização, um dos principais pontos geradores de conflitos. O advogado Daniel Dore, representante da oposição, argumenta que a ata da reunião alterou substancialmente as regras, restringindo a participação dos sócios. O processo judicial também solicita a preservação de documentos relacionados à eleição, como atas e listas de associados aptos a votar.
As chapas têm até o dia 23 de setembro para serem registradas, de acordo com as normas do Estatuto, e o novo Conselho Deliberativo será responsável por eleger os cargos de presidente executivo e vice-presidente administrativo para o triênio que começa em novembro. Entretanto, a ausência de uma decisão judicial até o momento impede os associados de esclarecerem dúvidas sobre a situação das candidaturas.
Com informações de Tribuna de Minas.