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Quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Vacina contra herpes-zóster pode reduzir risco de demência

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Saúde
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

Um novo estudo publicado no periódico Annals of Internal Medicine sugere que a vacinação contra o herpes-zóster pode diminuir o risco de demência em idosos. A pesquisa foi conduzida por cientistas da Escola de Saúde Pública da Universidade Brown, nos Estados Unidos, e revela uma possível relação protetora da vacina sobre a saúde cerebral dos mais velhos.

O herpes-zóster é causado pelo mesmo vírus que provoca a varicela, que permanece inativo no sistema nervoso após a primeira infecção, geralmente na infância. Em pessoas com sistema imunológico comprometido, como os idosos, o vírus pode ser reativado, levando ao desenvolvimento do “cobreiro”, que é uma condição dolorosa caracterizada por lesões na pele.

Impacto da Inflamação no Cérebro

Além dos sintomas cutâneos, o herpes-zóster pode causar um processo inflamatório crônico no sistema nervoso central, resultando em danos cerebrais. O neurologista Augusto Penalva de Oliveira, do Einstein Hospital Israelita, ressalta que essa inflamação, combinada com o envelhecimento, pode prejudicar os mecanismos de reparação do cérebro.

Os autores do estudo analisaram dados de mais de 500 mil pessoas com mais de 66 anos, que não tinham diagnóstico de demência no início da pesquisa. Eles compararam aqueles que receberam pelo menos uma dose da vacina contra herpes-zóster com os não vacinados e descobriram que a vacinação estava associada a uma redução do risco de demência.

Apesar de limitações metodológicas, como a possibilidade de imprecisões nos registros médicos, Oliveira acredita que os resultados indicam um grande potencial da vacina para oferecer proteção cerebral. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomenda a vacinação de rotina contra o herpes-zóster para todos os adultos a partir dos 50 anos, incluindo aqueles que já tiveram a doença, embora, no momento, a vacina esteja disponível apenas na rede privada.

Com esses achados, a pesquisa abre novas discussões sobre a importância da vacinação na prevenção de doenças neurodegenerativas em idosos, destacando a relevância de políticas de saúde pública que incentivem a imunização nessa faixa etária.


Com informações de Tribuna de Minas.

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