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Sábado, 17 de outubro de 2026

FIEMG alerta sobre riscos ao emprego com fim da escala 6×1

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Economia
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) expressou sua preocupação após a aprovação, no Senado, de uma proposta que extingue a escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada semanal. A entidade acredita que essa mudança pode impactar negativamente a economia do Brasil, especialmente em relação aos custos trabalhistas, à competitividade das empresas e à manutenção de empregos formais.

Antes da votação, a FIEMG apresentou um documento técnico aos senadores, destacando os principais riscos associados à alteração na legislação trabalhista. O material aponta possíveis consequências para o emprego formal, a segurança jurídica e para setores que demandam mão de obra intensiva. A Federação defende a preservação de regimes especiais já estabelecidos e a importância da negociação coletiva na definição das jornadas de trabalho.

Preocupação com custos e competitividade

Para a FIEMG, uma mudança dessa magnitude requer uma análise detalhada de seus efeitos econômicos e sociais. A entidade alerta que, com a proximidade do período eleitoral, é fundamental promover um debate técnico sobre as implicações da proposta. A redução obrigatória da jornada, sem a correspondente diminuição dos salários ou aumento de produtividade, pode elevar o custo da hora trabalhada e pressionar as empresas, comprometendo sua competitividade.

Flávio Roscoe, presidente da FIEMG, criticou o que considera um caráter eleitoreiro da proposta, alertando que os impactos não afetarão apenas o setor produtivo. Ele enfatiza que a redução da jornada sem aumento de produtividade resulta em custos mais altos, que podem ser repassados ao consumidor por meio de preços mais elevados de produtos e serviços.

A FIEMG também destacou a diversidade de necessidades organizacionais entre os diferentes setores econômicos. A entidade argumenta que um modelo rígido de jornada pode não atender às particularidades de atividades como indústria, comércio, serviços e saúde, que frequentemente dependem de mão de obra intensiva e de diferentes regimes operacionais.

Por fim, a Federação reafirma a importância da negociação coletiva, que deve continuar sendo o principal meio para estabelecer jornadas de trabalho, permitindo que empregadores e empregados encontrem soluções adequadas às necessidades de cada setor. A FIEMG pede que as próximas etapas legislativas considerem os possíveis impactos sociais e econômicos da proposta, defendendo um debate responsável e atento às especificidades de cada segmento produtivo.


Com informações de Tribuna de Minas.

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