Alagamento em Juiz de Fora causa danos a residências e negócios
Um alagamento em Juiz de Fora, resultado do rompimento de uma tubulação na Avenida Senhor dos Passos, afetou casas e uma confecção na noite de terça-feira (13). O incidente deixou uma família ilhada e causou sérios danos materiais. Maria Clara Gomes, uma das moradoras atingidas, compartilhou sua experiência com a Tribuna de Minas, descrevendo momentos de desespero e a luta para salvar seus pertences.
A situação se agravou por volta das 23h, quando a mãe de Maria Clara percebeu a água invadindo a casa. Assustada, ela acordou os filhos, que tentaram salvar o que podiam antes que o nível da água subisse ainda mais. “A água chegou até a nossa cintura”, relatou Maria Clara, que estava com sua mãe, irmão, tia e padrinho no momento do alagamento.
Desafios durante a madrugada
Após a primeira intervenção da Companhia de Saneamento Municipal (Cesama), o nível da água diminuiu, mas logo voltou a subir. A família fez várias chamadas para a companhia entre 2h e 6h da quarta-feira (14), solicitando o uso de uma bomba para retirar a água, mas o equipamento não foi disponibilizado. Frustrada, Maria Clara acionou a Defesa Civil para buscar ajuda.
A confecção da mãe de Maria Clara, que possuía dez máquinas de costura, também foi severamente afetada. Embora os equipamentos não estivessem completamente submersos às 2h, a continuidade do alagamento resultou em danos significativos. A família registrou um boletim de ocorrência para documentar as perdas, que incluíram eletrodomésticos e móveis.
Maria Clara acredita que a extensão dos danos foi agravada pela demora no atendimento das solicitações. Quando a água voltou a subir, havia uma chance de preservar alguns equipamentos, mas o alagamento tomou conta do espaço. A equipe da Cesama iniciou a limpeza e desinfecção dos locais afetados, enquanto a recomposição do asfalto foi finalizada na manhã desta quinta-feira (15).
A Cesama também começou a avaliar os danos para possíveis ressarcimentos. Um engenheiro e uma assistente social foram designados para levantar as informações necessárias. A Defesa Civil fez uma vistoria no imóvel e, apesar de constatar rachaduras em um muro, assegurou que não havia risco imediato para os moradores.
Maria Clara expressou a angústia vivida pela família, especialmente pela mãe, que ficou abalada com os prejuízos. “Foi desesperador”, resumiu, relembrando as horas de luta contra a água que invadia seu lar.
Com informações de Tribuna de Minas.