Homem é investigado por atestado médico falso em Juiz de Fora

Um funcionário de 37 anos está sob investigação da Polícia Civil após ter apresentado um suposto atestado médico falso ao seu empregador em Juiz de Fora. O incidente ocorreu quando o trabalhador enviou o documento por e-mail para justificar sua ausência no trabalho no dia 1º de julho. A desconfiança dos proprietários do restaurante onde ele estava empregado aumentou ao verificarem a autenticidade do atestado, já que inconsistências foram encontradas nas informações.
Investigação aponta falhas no atestado apresentado
Ao perceberem tais indícios de fraude, os donos do estabelecimento decidiram registrar um boletim de ocorrência. Eles entraram em contato com a médica cujo nome constava no atestado. Embora ela tenha confirmado que seus dados estavam corretos, garantiu que a assinatura eletrônica no documento era falsa e que não havia atendido o funcionário naquela data.
Os empregadores também consultaram a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte, que supostamente teria emitido o atestado e que não tinha nenhum registro de atendimento em nome do trabalhador no dia mencionado. A unidade ainda esclareceu que não oferece atestados médicos de forma online, aumentando as suspeitas sobre a legalidade do documento apresentado.
Com as informações coletadas e a confirmação de inconsistências, os responsáveis pelo restaurante não hesitaram e registraram a ocorrência junto às autoridades competentes, resultando na demissão do funcionário. O boletim de ocorrência ainda mencionou que ele havia trazido outros atestados médicos anteriormente, podendo serem reavaliados conforme o andamento da investigação.
A Prefeitura de Juiz de Fora orientou que, em situações semelhantes, a autenticidade de atestados médicos deve ser confirmada com a unidade de saúde responsável pela emissão. Se indícios de falsificação forem encontrados, é aconselhável registrar um boletim de ocorrência para que o caso seja apurado adequadamente. A Polícia Civil se encarregará de investigar a origem do documento para confirmar se houve de fato falsificação ou uso de documento falso.
A falsificação de atestados médicos é um crime previsto no Código Penal Brasileiro, passando a ser uma questão séria que pode levar a uma pena de prisão de até seis anos, além de multas. Assim, a investigação se concentrará em verificar não apenas o uso do documento, mas também se houve participação na sua elaboração.
Com informações de Folha JF.


