Governo de Minas

Governo de Minas e CNBB lançam programa para patrimônios da fé

A religiosidade popular marca fortemente a identidade cultural de Minas Gerais. Com várias manifestações como igrejas, santuários e romarias, esse patrimônio viva representa memória e espiritualidade em comunidade. Com a meta de valorizar e documentar esses bens, o Governo de Minas, em associação com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – Regional Leste 2 (CNBB Leste 2), inicia o projeto Minas da Fé.

De acordo com o arcebispo metropolitano de Montes Claros, Dom José Carlos de Souza Campos, essa colaboração é crucial para preservar o que é coletivo: “Minas é um estado de alma religiosa, e esse programa promete cuidar dessa herança cultural.”

Ações Complementares para Preservação Cultural

Além do programa Minas da Fé, a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) também está promovendo o edital Imaginárias de Minas, que busca criar um banco de bens culturais móveis e acervos documentais de caráter histórico e religioso em Minas. Esses materiais poderão ser utilizados gratuitamente como didática nas práticas do Curso Técnico em Conservação e Restauro.

As inscrições para o edital são gratuitas e ocorrerão de 2 de julho a 16 de agosto, podendo ser realizadas no site da Faop. Os bens abordados no edital incluem esculturas sacras, pinturas, livros raros, entre outros, e estão abertos à participação de prefeituras, museus, paróquias e outras instituições responsáveis.

O Minas da Fé se dedicará a criar um inventário abrangente da religiosidade popular, identificando bens materiais e imateriais. O secretário de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, enfatiza a importância de catalogar essa herança e a diversidade que representa a fé em Minas: “O reconhecimento e proteção do patrimônio cultural são fundamentais para transmiti-lo às futuras gerações.”

O programa contempla seis frentes de inventário, entre as quais estão Cruzeiros, Romarias e Festas. O registro não apenas contribui para o conhecimento e a pesquisa, mas também atua na defesa legal do patrimônio cultural, conforme expõe Marcelo Mafra, promotor de justiça e coordenador de patrimônio no Ministério Público de Minas Gerais.


Com informações da Agência Minas. Foto: Marcelo Sant’Anna.

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