Hospital Therezinha de Jesus limitará atendimentos a partir de quarta
O Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, localizado em Juiz de Fora, anunciou que a partir da meia-noite desta quarta-feira (7) irá restringir parte de seus atendimentos. A decisão, comunicada à Prefeitura nesta terça-feira (6), se deve à falta de regularização nos repasses financeiros, visando garantir a segurança dos pacientes diante da impossibilidade de manter o volume de assistência contratado.
De acordo com o ofício que a Tribuna de Minas teve acesso, os atendimentos de urgência e emergência continuarão sendo realizados. Contudo, o hospital não aceitará novos pacientes para o serviço de hemodiálise, embora aqueles que já estão em tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) continuarão a receber assistência.
Transferências e suspensão de encaminhamentos
A unidade também informou que os pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) serão inseridos em um sistema de regulação, com a solicitação de transferência para outros hospitais. Até que essa transferência ocorra, os pacientes permanecerão sob os cuidados do Hospital Therezinha de Jesus. Além disso, o hospital suspendeu o recebimento de pacientes encaminhados pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e por outros hospitais.
O hospital solicitou à Prefeitura que a Central de Regulação, as UPAs e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) redirecionem esses encaminhamentos para outras instituições de saúde da rede. Também foi pedida a disponibilização de vagas em outros hospitais para a transferência dos pacientes de UTI.
No ofício, o Hospital Therezinha de Jesus menciona que os repasses financeiros não foram regularizados, mesmo após um aviso prévio à Prefeitura sobre a suspensão das atividades eletivas. Os valores em aberto somam R$ 16.478.118,74 até 1º de outubro, incluindo R$ 2.257.166,28 referentes aos incentivos da Rede de Urgência e Emergência e R$ 1.917.081,93 do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC) relacionados ao serviço de hemodiálise.
As restrições foram classificadas como temporárias e serão reavaliadas após a regularização dos repasses. O hospital enfatiza que a manutenção dos atendimentos de urgência e emergência também depende da regularização dos pagamentos, sendo que a continuidade desses serviços pode ser comprometida se a inadimplência persistir.
O ofício foi encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais e ao Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais. A Prefeitura de Juiz de Fora foi contatada para esclarecer a situação dos repasses e as medidas a serem adotadas, e até então, não houve consequências práticas para o atendimento.
Com informações de Tribuna de Minas.