HPS de Juiz de Fora enfrenta risco de falta de cirurgiões
O Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Juiz de Fora pode ter dificuldades no atendimento de urgência e emergência a partir deste fim de semana. Isso se deve ao término de contratos temporários de médicos cirurgiões, conforme documentos internos da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) obtidos pelo Folha JF.
A direção técnica do HPS já havia alertado sobre a necessidade de reposição de profissionais e os potenciais riscos para o funcionamento do hospital. Nesta sexta-feira (16), um médico da cirurgia geral finaliza seu contrato, enquanto outro na mesma especialidade tem vínculo até o dia 22 de outubro. Até o momento, não há substitutos definidos para esses profissionais.
Impacto no atendimento cirúrgico
A situação é preocupante, uma vez que o HPS é referência em atendimentos a vítimas de acidentes e outras ocorrências que exigem intervenções cirúrgicas imediatas. Além da cirurgia geral, a direção do hospital confirmou que não haverá cobertura de sobreaviso para cirurgia vascular neste sábado (17) e domingo (18), colocando a unidade em regime de contingência.
Uma planilha acessada pela reportagem indica que diversos contratos de médicos do HPS estão com vencimentos programados entre outubro e dezembro de 2026. Os primeiros vencimentos na cirurgia geral ocorrem nos dias 16 e 22 de outubro, seguidos por outros em novembro e dezembro.
Embora o término dos vínculos não signifique que todos os profissionais deixarão o hospital, a ausência de prorrogações ou novas contratações pode comprometer as escalas de plantão. Um médico do HPS, que pediu anonimato, destacou que a equipe de cirurgia geral é composta por três cirurgiões, considerando a complexidade dos atendimentos. A falta de um cirurgião pode prejudicar a realização de procedimentos de emergência, especialmente em um hospital que atende pacientes em estado crítico.
Um memorando enviado em setembro pela direção técnica do HPS já havia alertado sobre a situação da escala de pronto atendimento em cirurgia geral, informando que uma vaga não preenchida e o vencimento de contratos poderiam impactar o funcionamento do serviço. O documento ressaltou a importância do HPS como referência em trauma e solicitou a urgência na reposição de médicos.
A cirurgia vascular também enfrenta dificuldades, com a ausência de cobertura de sobreaviso para os dias 17 e 18 de outubro. O diretor técnico do HPS reconheceu a escassez de profissionais na especialidade, o que pode dificultar o atendimento em situações que exigem conhecimento especializado.
Com informações de Folha JF.