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Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Jovem de 19 anos morre atropelado durante perseguição policial

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
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Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

Um jovem de 19 anos faleceu na noite de domingo (4) após ser atropelado por uma viatura policial em São João Nepomuceno, na Zona da Mata. Mikael Philipe pilotava uma motocicleta e seguia em direção ao distrito de Roça Grande quando caiu em uma estrada rural e foi atingido pelo veículo da Polícia Militar, conforme relato do boletim de ocorrência.

A família de Mikael questiona as circunstâncias de sua morte e os procedimentos realizados após o acidente. O Folha JF apresenta a versão do boletim de ocorrência e o posicionamento dos familiares. A Polícia Civil foi contatada para esclarecer como será conduzida a investigação, mas não respondeu até o fechamento desta matéria.

Versão do boletim de ocorrência

De acordo com o registro policial, Mikael estava na companhia de outro motociclista quando foram avistados por uma equipe da PM. Ambos estavam sem placas e iluminação traseira, o que motivou a aproximação dos policiais para uma abordagem. Ao perceberem a viatura, os motociclistas fugiram, dando início a uma perseguição.

O boletim relata que um dos policiais não conseguiu ativar a sirene devido à sua localização de difícil acesso, usando faróis e buzina para sinalizar a abordagem. A perseguição continuou em alta velocidade até que Mikael entrou em uma estrada rural. Ao tentar fazer uma curva, ele perdeu o controle e caiu, sendo atingido pela viatura, que só parou após colidir com um barranco.

Após o atropelamento, os policiais prestaram socorros e acionaram o Samu. O boletim também menciona que Mikael não tinha habilitação e costumava realizar manobras conhecidas como “grau”. O outro motociclista, um adolescente, também estava sem habilitação.

Controvérsias e questionamentos da família

Um ponto controverso é que o local do acidente não foi totalmente preservado, pois os veículos foram movidos para permitir o atendimento à vítima. Essa alteração no cenário é um dos principais questionamentos feitos pela família de Mikael, que pediu uma investigação minuciosa sobre a atuação dos policiais.

Os familiares contestam a afirmação de que a motocicleta de Mikael não tinha iluminação traseira, alegando que o farol estava funcionando. Além disso, eles não conseguiram acessar o local do atropelamento e pediram que as provas fossem preservadas, bem como acesso aos autos da investigação e laudos periciais.

A Polícia Civil será responsável por investigar as circunstâncias da morte, incluindo a dinâmica da perseguição e a atuação dos policiais. O Folha JF continua aguardando uma resposta das autoridades envolvidas.


Com informações de Folha JF.

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