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Domingo, 1 de novembro de 2026

Luan Costa: Saxofonista e Maestro em Busca de Seus Sonhos

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
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Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

Com apenas 16 anos, Luan Costa teve seu primeiro contato com o saxofone, dando início a uma trajetória musical rica e diversificada. Além do sax, ele também experimentou tocar bateria, flauta doce, flauta transversal e piano, e até tentou aprender clarinete. Sua paixão pela música foi influenciada por uma família repleta de músicos e cantores, e se desenvolveu ainda mais através do projeto social “Toque e se toque”, da UFRJ, que contribuiu para seu crescimento artístico e repertório.

Luan, que se considera uma pessoa tímida, encontrou no saxofone uma forma de se expressar. “É muito difícil abrir a boca e falar o que estou pensando. E quando comecei a tocar sax, não precisava mais falar. Ele falava por mim”, revela. Hoje, aos 25 anos, ele é conhecido como Lubayê ou Maestro Luan, e sua trajetória musical se aprofundou após sua mudança para Minas Gerais, onde começou a se conectar com a Banda Musical de Santa Bárbara e o Conservatório Estadual de Música Haidée França Americano (CEMHFA) em Juiz de Fora.

Aperfeiçoamento e Ensino Musical

Durante anos, Luan estudou com o saxofonista Tiago Guimarães, dedicando-se intensamente, inclusive repetindo um ano do curso para garantir uma formação sólida. Em 2023, ele se apresentou em seu recital de formatura com uma jaqueta prateada marcante, que se tornou uma lembrança especial para os presentes. Paralelamente a isso, Luan começou a lecionar no conservatório, atendendo cerca de 16 alunos de diversas idades, todos interessados em aprender saxofone.

Apesar da rotina agitada, que inclui conciliar as aulas da faculdade com o ensino, Luan encontra satisfação em ver seus alunos se esforçando e alcançando resultados. Ele acredita que a música teve um papel crucial em sua vida, ajudando-o a superar sua timidez. “Se eu não tivesse sido posto em um palco, todo nervoso, não teria conseguido me libertar”, reflete.

Embora o saxofone seja sua grande paixão, Luan também descobriu seu amor pela regência musical. Sua primeira experiência foi na Banda Musical de Santa Bárbara, e no conservatório ele se aprofundou na prática. “Ser regente é desafiador. Antes de regular o próximo, você precisa regular a si mesmo”, afirma. Luan já está há dois anos nessa função, buscando moldar a sonoridade da orquestra e criar uma conexão maior entre os músicos.

Para realizar seus sonhos na música, Luan mantém diversas frentes de trabalho e busca apoio das políticas públicas para o desenvolvimento coletivo da categoria. Ele acredita que viver de música exige coragem e determinação, e que é preciso acreditar em si mesmo para fazer seus projetos acontecerem. “Meus sonhos ainda não existem. Eles estão sendo construídos”, conclui.


Com informações de Tribuna de Minas.

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