Motorista da Cometa se torna réu por tragédia na BR-040

O condutor da Viação Cometa, implicado em um grave acidente que resultou na morte de quatro pessoas e deixou várias feridas na BR-040, em Juiz de Fora, foi formalmente acusado na Justiça. A denúncia feita pelo Ministério Público foi aceita pela 4ª Vara Criminal de Juiz de Fora, e o motorista enfrentará quatro charges de homicídio culposo e oito de lesão corporal culposa, considerando-se que ele estava exercendo atividade profissional ao volante.
A decisão que elevou o motorista à condição de réu foi assinada em 12 de junho de 2026. Após a análise do inquérito policial, a juíza constatou que a denúncia atendia aos requisitos legais e que havia provas suficientes para dar início à ação penal. Agora, o acusado terá a oportunidade de apresentar sua defesa dentro do prazo legal determinado.
Havia sinais de fadiga antes do acidente
O trágico acidente ocorreu na manhã de 5 de setembro de 2025, no quilômetro 779 da BR-040, nas proximidades do Distrito Industrial. O ônibus da Viação Cometa, que viajando de Belo Horizonte a Rio de Janeiro, colidiu na traseira de um ônibus urbano que estava parado para o embarque de passageiros. A investigação revelou que o motorista adormeceu ao volante, evidenciado por imagens das câmeras internas do ônibus que mostraram a falta de tentativa de frenagem antes do impacto.
Além disso, laudos periciais descartaram falhas mecânicas e indicaram que o motorista demonstrava sinais de cansaço na hora da colisão. Em seu depoimento, ele alegou não se lembrar dos momentos que antecederam o acidente. Como resultado, quatro passageiros do ônibus urbano faleceram, incluindo uma criança de apenas 2 anos, e cerca de 40 pessoas ficaram feridas.
A tramitação do processo segue na Justiça e o motorista deverá se manifestar quanto à acusação, podendo apresentar testemunhas e outras provas em sua defesa. O juiz também determinou que a defesa se posicione sobre o pedido do Ministério Público para a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do réu até que o caso seja julgado. O motorista relatou não ter condições financeiras para contratar um advogado particular, sendo assim, contará com a assistência da Defensoria Pública.
Com informações de Folha JF.

