Pular para o conteúdo
Sábado, 7 de novembro de 2026

UFJF discute ações para enfrentar mudanças climáticas

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
WhatsApp Facebook
Notícias
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

As mudanças climáticas estão impactando diretamente a vida dos estudantes, com a ocorrência de chuvas intensas e a constante vigilância da Defesa Civil. Na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), relatos de alunos mostram que essa realidade tem gerado cancelamento de aulas e dificuldades para se deslocar pela cidade, refletindo um cenário de incertezas.

A jornalista e doutoranda Valéria Borges Costemalle, do Laboratório de Ecologia Vegetal da UFJF, destaca que as mudanças climáticas não são mais apenas um tema de pesquisa, mas um desafio que afeta o cotidiano universitário, exigindo uma resposta institucional. “A universidade precisa se adaptar a essa nova realidade”, afirma.

Ações em Juiz de Fora

Desde 2023, a cidade de Juiz de Fora está sob a Lei Municipal nº 14.556, que declara estado de emergência climática. Essa legislação exige que o setor público, privado e a comunidade se unam para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas. Um dos principais instrumentos é o Plano de Ação Climática, conhecido como PlanClima, que visa a implementação de ações em áreas como infraestrutura, recursos hídricos e governança.

Recentemente, a Prefeitura de Juiz de Fora assinou o Plano de Contingência Municipal para Enfrentamento aos Desastres Climáticos, que busca organizar esforços de monitoramento e resposta a emergências climáticas, especialmente após as chuvas extremas registradas no início do ano.

Valéria enfatiza a importância da colaboração entre a UFJF e a cidade, sugerindo que a universidade deve produzir conhecimento aplicado para apoiar a tomada de decisões na gestão das mudanças climáticas. Ela menciona que a universidade pode contribuir por meio de seus programas de pós-graduação e áreas como Engenharia e Geografia.

A pró-reitora de Graduação da UFJF, Katiuscia Antunes, informa que a universidade já está em contato com órgãos municipais para desenvolver iniciativas que minimizem os impactos das mudanças climáticas. Valéria ressalta que é fundamental que a UFJF crie um Plano Climático Institucional, que deve incluir um diagnóstico de riscos, gestão de água e energia, e protocolos de emergência.

Com a crescente intensidade das chuvas, a comunidade acadêmica enfrenta desafios como quedas de energia e dificuldades de locomoção. Alunos, como Sophia Rocha, relatam que o tempo de deslocamento aumentou significativamente devido ao fechamento de ruas, exigindo adaptações na rotina acadêmica.


Com informações de Tribuna de Minas.

Mais de Zona da Mata

Enviar no WhatsApp