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Quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Minas Gerais elege novos senadores em 2026: mudanças no Senado

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
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Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

A partir de 1º de fevereiro de 2027, Minas Gerais terá novos representantes no Senado Federal, com a eleição de Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT) para os dois assentos disponíveis. Os mandatos de ambos se estenderão até 31 de janeiro de 2035. O atual senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), agora governador eleito, passará sua cadeira ao suplente Alex Sandro Coelho Diniz (PL), que ocupará o posto até janeiro de 2031.

Os senadores Carlos Viana (PSD) e Rodrigo Pacheco (PSB), que ocupavam os outros dois assentos, não continuarão na Casa. Viana não obteve a reeleição, enquanto Pacheco deixou o cargo para assumir uma posição no Tribunal de Contas da União (TCU). Seu suplente, Renzo Braz (PP-MG), já tomou posse.

Especialistas analisam o cenário político

Especialistas em ciência política comentam o impacto da nova composição do Senado. Marta Mendes da Rocha, professora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), observa um crescimento significativo da extrema-direita, com o PL se destacando tanto na Câmara quanto no Senado. Ela ressalta que a eleição de Domingos Sávio representa uma mudança de postura, já que ele era considerado um político moderado antes de sua radicalização.

Marília Campos, apesar de ser vista como uma opção de oposição, também enfrentou dificuldades em sua campanha. Diogo Tourino, cientista social e docente da UFJF, acredita que o PT terá um papel limitado como oposição, dada a predominância da direita no Senado. Ele argumenta que, mesmo com a presença de Campos, o partido pode acabar sendo uma voz isolada nas discussões.

A perspectiva de um Senado dominado pela direita levanta preocupações sobre a governabilidade do futuro governo. Marta destaca que, independentemente do resultado das eleições presidenciais, a agenda política será influenciada por uma bancada favorável ao ajuste fiscal e cortes de gastos, o que pode impactar negativamente a população mais vulnerável.

Além disso, a professora menciona que a agenda de segurança pública pode ter um viés punitivista e que há possibilidade de discussões sobre o impeachment de ministros do STF, refletindo um clima de revanchismo. Nesse cenário, o próximo presidente precisará fazer concessões para indicar novos ministros, o que pode dificultar a implementação de pautas progressistas.

Domingos Sávio, que fez sua estreia no Senado com quase cinco milhões de votos, tem uma trajetória política extensa, incluindo passagens pela Câmara dos Deputados e pela prefeitura de Divinópolis. Com um histórico de atuação em diversas comissões, ele agora se prepara para integrar a maior bancada do Senado.


Com informações de Tribuna de Minas.

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