Um dos ‘Irmãos Metralha’ é preso em operação contra tráfico
Na manhã desta quarta-feira (23), uma operação das forças de segurança resultou na prisão de um dos integrantes dos “Irmãos Metralha” em Juiz de Fora, enquanto outro conseguiu fugir. A ação foi realizada no Bairro Náutico, na Zona Norte da cidade, e é parte de uma investigação que apura um esquema criminoso com movimentação superior a R$ 70 milhões no tráfico interestadual de drogas.
Durante a abordagem, o suspeito tentou atacar os policiais soltando cães da raça pitbull, mas ninguém ficou ferido. O coronel Lúcio Ferreira da Silva Neto, da Polícia Militar, informou que um dos irmãos fugiu em uma viatura da PM, que foi abandonada logo em seguida. Através do apoio aéreo, a polícia localizou o veículo e, em seguida, o fugitivo tomou um carro da Secretaria de Saúde de Piau, mas acabou abandonando-o e entrando em um terceiro veículo, que ainda não foi encontrado.
Operação Déjà Vú e seus desdobramentos
A operação, batizada de Déjà Vú, visa cumprir 13 mandados de prisão, 30 de busca e apreensão e 26 de sequestro e bloqueio de bens. Além do membro dos “Irmãos Metralha” preso, outras três pessoas foram detidas em flagrante. Os mandados estão sendo cumpridos em Juiz de Fora, Barbacena, Piau e Belo Horizonte, e incluem o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 70 milhões.
As forças de segurança também apreenderam veículos, armas, imóveis e uma quantidade significativa de drogas durante a operação. A investigação revelou que a organização criminosa operava em pelo menos cinco bairros da cidade e tinha dois laboratórios de drogas desmantelados, um no Bairro Náutico e outro no Novo Horizonte.
O promotor Thiago Fernandes, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), destacou que o homem preso já era conhecido por antigos crimes em Juiz de Fora e utilizava identidades falsas para evitar a captura. A organização criminosa é apontada como responsável por abastecer o tráfico de drogas na região e em áreas do Rio de Janeiro e Espírito Santo.
A investigação começou com a troca de informações entre o Ministério Público e a Polícia Rodoviária Federal, que indicaram que as drogas eram adquiridas em São Paulo, Paraná e na Região Metropolitana de Belo Horizonte, sendo depois transportadas para Juiz de Fora.
Com informações de Tribuna de Minas.