Zona da Mata fortalece piscicultura ornamental com novas ações
O setor de piscicultura ornamental na Zona da Mata de Minas Gerais está em processo de organização e profissionalização, visando a regularização das propriedades e o fortalecimento da segurança sanitária. Em reunião no Sindicato dos Produtores Rurais de Muriaé, representantes de instituições, produtores e entidades discutiram estratégias para potencializar a atividade e enviaram propostas ao Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
Participaram do encontro membros do Sistema Faemg Senar, técnicos do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), sindicatos de produtores, piscicultores, além de organizações como o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Emater, Epamig, Embrapa e Sebrae/MG. O gerente do Sistema Faemg Senar em Viçosa, Marcos Reis, destacou a importância de documentar o desenvolvimento da piscicultura ornamental na região.
Levantamento e demandas ao MPA
O Sebrae/MG está conduzindo um levantamento para compilar informações sobre a evolução da piscicultura ornamental na Zona da Mata, com o objetivo de criar um dossiê que apresente o sucesso do polo regional a outros estados. Este estudo busca identificar o histórico de desenvolvimento da atividade e os profissionais que contribuíram para seu crescimento.
Durante a reunião, foram apresentadas três demandas principais ao MPA. A primeira proposta é a padronização das Guias de Trânsito Animal (GTA) para o transporte de peixes, com informações unificadas na Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA). Essa medida visa melhorar o controle sanitário e a rastreabilidade dos peixes.
A segunda demanda é a ampliação do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) para mais piscicultores. O programa já beneficiou 90 produtores na região, proporcionando melhorias na gestão das propriedades e na adoção de boas práticas de produção.
A terceira proposta solicita ao MPA a destinação de recursos para fomentar a certificação das propriedades de piscicultura ornamental, ampliando as ações de certificação e potencializando a expansão do modelo para outras regiões do Brasil.
A integração entre as instituições envolvidas é vista como um fator crucial para o fortalecimento do setor. Marcos Reis enfatizou que a articulação conjunta permite uma melhor organização das iniciativas e o direcionamento dos esforços para objetivos comuns, o que é um ganho significativo para a cadeia produtiva da Zona da Mata.
Com informações de Tribuna de Minas.