Ala do Palácio Lulista quer Flávio Bolsonaro distante
No Palácio Lulista, uma ala influente defende que o foco deve ser na Era Lula IV, evitando dar atenção ao Flávio Bolsonaro. Este grupo prefere que ele permaneça nos Estados Unidos, considerando que o bolsonarismo se desfez com a saída do presidenciável derrotado. Com o pai em prisão domiciliar, Flávio teria perdido a capacidade de articulação, abrindo espaço para o governo petista, que até busca diálogo com o PL, sob o comando de Valdemar da Costa Neto.
Entre os aliados, há um sentimento de descontentamento em relação a Flávio, que é visto como alguém que não deve fazer oposição à distância. Contudo, muitos reconhecem que ele teve motivos pessoais para deixar o Brasil. A situação se complica ainda mais com a recente exigência do ministro Alexandre de Moraes, que solicitou o passaporte de Flávio, um senador em exercício. Essa ação foi mal recebida e gerou críticas, aumentando a tensão entre Moraes e seus opositores.
Repercussões no Judiciário e novas estratégias
A atitude de Moraes, além de gerar repercussões negativas, alimenta a narrativa de perseguição que Flávio tem utilizado, especialmente em relação a um inquérito que investiga lavagem de dinheiro, envolvendo seu advogado Willer Tomaz, que também deixou o Brasil. A investigação gira em torno de uma conta conjunta que o Banco Santander já negou existir.
Enquanto isso, o presidente Lula pode estar se preparando para um avanço estratégico com o Programa Mais Engenharia, segundo Marcos Túlio de Melo, presidente da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros. Ele sugere que esse programa, inspirado no Mais Médicos, seja adotado como uma política de Estado para melhorar a infraestrutura em municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Além disso, o Consórcio QuintoAndar, com apenas um ano de operação, já originou R$ 1,3 bilhão em créditos e planeja expandir sua atuação nas principais capitais do Brasil. A empresa busca integrar o aluguel à compra de imóveis, com 40% de seus clientes realizando a compra através de sua plataforma, incentivando a adesão com um cashback de 10% em unidades listadas.
No cenário político, enquanto a situação se desenrola, questões como o contrato de R$ 129 milhões com o Master parecem ter sido esquecidas, sem que haja um cerco moral efetivo por parte do STF ou da PGR.
Com informações de Tribuna de Minas.