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Sexta-feira, 2 de outubro de 2026

PrEP injetável no SUS: prioridades para as primeiras doses

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
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Saúde
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

Pessoas em situação de vulnerabilidade ao HIV, que não utilizam a profilaxia pré-exposição (PrEP) devido a barreiras sociais ou dificuldades de acesso aos serviços de saúde, devem ser priorizadas para receber a versão injetável do medicamento cabotegravir pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Essa diretriz está presente em documentos da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e do Ministério da Saúde, embora os critérios definitivos ainda não tenham sido estabelecidos.

Ainda não há uma data definida para a disponibilização das doses injetáveis no SUS. O cabotegravir, que deve ser aplicado a cada dois meses após as doses iniciais, recebeu uma recomendação preliminar favorável da Conitec em agosto. A intenção do Ministério da Saúde não é substituir a PrEP oral, já disponível, mas sim ampliar as opções de prevenção contra o HIV.

Como funcionará a PrEP injetável?

O cabotegravir age como um antirretroviral que impede a replicação do HIV, reduzindo o risco de infecção após exposição ao vírus. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já aprovou o uso do medicamento para adultos e adolescentes com mais de 12 anos e peso mínimo de 35 kg. Embora a indicação inicial fosse focada em homens que fazem sexo com homens e mulheres transgênero de 15 a 30 anos, a Conitec ampliou a faixa para incluir todos os sexualmente ativos a partir dos 15 anos em situação de vulnerabilidade.

Os critérios de elegibilidade e prioridade ainda estão em definição e dependem do avanço do processo de incorporação e das normas de implementação. O tratamento começa com uma aplicação intramuscular seguida de uma segunda dose após um mês, e as manutenções são realizadas a cada dois meses. A bula aprovada pela Anvisa sugere a possibilidade de uma fase oral antes das injeções, mas essa etapa é opcional.

A eficácia da PrEP injetável, conforme estudos clínicos, é superior à da PrEP oral diária, mostrando uma redução de risco de infecção de até 89%. Essa nova abordagem promete facilitar o acesso à profilaxia, principalmente para aqueles que enfrentam dificuldades em manter a adesão ao regime diário de comprimidos.

Entretanto, a aplicação periódica também apresenta desafios, especialmente para populações vulneráveis. Flávio Lino, do Movimento Nacional da População em Situação de Rua, destaca a necessidade de o SUS garantir que as pessoas, especialmente as em situação de rua, possam continuar a receber o tratamento sem depender de fatores como endereço fixo ou comprovante de residência.


Com informações de Tribuna de Minas.

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