Zona da Mata

Após meio ano, vias interditadas em Juiz de Fora ainda preocupam

Seis meses após as chuvas intensas que impactaram Juiz de Fora, cerca de 25 vias continuam com interdições totais. O dado foi fornecido pela Secretaria de Mobilidade Urbana (SMU) e destaca trechos que permanecem sem circulação, muitos deles contidos por barreiras orientadas pela Defesa Civil.

Dentre as 179 vias afetadas desde a forte chuva em fevereiro, a atualização do número não sinaliza um aumento nas interdições, mas sim um avanço no mapeamento das áreas que necessitam de intervenção. No entanto, a lista completa das 25 vias ainda bloqueadas não foi divulgada pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF).

Localização das interdições e impactos na mobilidade

A reportagem, através da consulta de dados anteriores da cidade e informações do aplicativo Waze, identificou outros dois trechos sem circulação desde o desastre: Rua Senador Feliciano Penna, no Bairro Santa Terezinha, e Rua José Sobreira, em Linhares. As vias interditadas estão espalhadas por distintas regiões de Juiz de Fora, com a Zona Leste concentrando o maior número, totalizando oito trechos.

A situação provocada pelas interdições trouxe obstáculos significativos na mobilidade dos motoristas da cidade. A Estrada Engenheiro Gentil Forn, por exemplo, que serve como uma importante conexão entre a Cidade Alta e o centro, continua fechada desde as chuvas. Essa suspensão de circulação afetou cerca de 13 mil veículos diariamente e alterou as rotas de 20 linhas de ônibus, impactando aproximadamente 52 mil moradores da região, como foi relatado em audiência pública na Câmara Municipal.

Além da gastança com alterações temporárias na circulação de vias vizinhas, como a Avenida Vereador Laudelino Schettino, o município está buscando solução para os trechos que ainda se trouvent inativos. A PJF articula a liberação do trânsito em áreas críticas, como a Estrada Engenheiro Gentil Forn, que necessita de investimentos na ordem de R$ 91 milhões. Para isso, já foi solicitado um financiamento de R$ 86,4 milhões ao Governo Federal, que ainda aguarda aprovação.

Entre as outras vias que aguardam intervenções, como a Rua Dr. Augusto Eckmann, o prazo de liberação está atrelado à recuperação dos danos e estabilização das áreas de risco, refletindo a preocupação com a segurança dos cidadãos. Apesar das tratativas avançarem, a população continua enfrentando desafios devido às restrições.


Com informações de Tribuna de Minas.

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