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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Setor produtivo critica Selic mantida em 13,75% ao ano

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Economia
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa Selic em 13,75% ao ano gerou reações negativas entre representantes do setor produtivo. Entidades ligadas à indústria e ao comércio destacaram os impactos negativos dessa medida sobre a atividade econômica, o crédito e os investimentos, além de preocupações com o orçamento público.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) foi uma das vozes mais críticas, considerando a decisão como equivocada e excessivamente conservadora. Segundo a CNI, a permanência de juros elevados encarece o crédito, prejudicando tanto empresas quanto famílias, o que pode levar a uma desaceleração da economia. O presidente da confederação, Ricardo Alban, defendeu que o Copom retome os cortes na taxa de juros na próxima reunião, agendada para dezembro. Ele acredita que é possível reduzir os juros sem comprometer a estabilidade dos preços.

Impactos no consumo e investimentos

Felipe Queiroz, economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), também se manifestou, ressaltando que os juros altos têm um efeito negativo em diversos setores, incluindo comércio, serviços e indústria. Ele afirmou que essa situação limita o consumo e os investimentos, sugerindo que o Banco Central deve adotar uma política monetária que equilibre o controle da inflação com o crescimento econômico. A expectativa de expansão econômica para este ano é inferior a 2%, segundo Queiroz.

Críticas semelhantes foram feitas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, destacou que a política monetária atual aumenta o endividamento e compromete recursos destinados a áreas essenciais como saúde e educação. A Força Sindical, por outro lado, classificou a decisão como “irracional e desastrosa”, apontando que os juros elevados restringem o crédito e a geração de empregos.

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) também criticou a manutenção da Selic, atribuindo a decisão à pressão do mercado financeiro após as eleições. Em suas redes sociais, ele questionou a postura do mercado em relação ao governo e os efeitos da Selic sobre o custo do crédito e a produção. Lindbergh pediu uma explicação do Banco Central sobre a interrupção dos cortes e enfatizou a necessidade de investimentos em áreas-chave como indústria e infraestrutura.


Com informações de Agência Brasil.

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