Eleições do Tupi: Oposição contesta regras e transparência
A eleição do Tupi está agendada para este sábado (3), das 9h às 17h, na sede do clube localizada na Rua José Calil Ahouagi, 332, em Juiz de Fora. Este pleito ocorre em meio a críticas da oposição, que questiona a falta de divulgação das chapas inscritas e a transparência do processo eleitoral.
Embora o clube não tenha revelado oficialmente as chapas, investigações da Tribuna indicam que apenas uma candidatura foi registrada, vinculada à atual gestão e liderada por Léo Ribeiro e o sócio conhecido como “Samuka”. O pleito não escolherá diretamente o presidente, mas os associados votarão em uma chapa que elegerá 60 conselheiros efetivos e 20 suplentes. Esses conselheiros, por sua vez, serão responsáveis por escolher o presidente e o vice-presidente do Tupi.
Oposição levanta questões sobre o processo eleitoral
A oposição, liderada por Daniel de Oliveira Pires e apoiada por Cloves Santos, ex-diretor de futebol, critica a dificuldade de acesso à lista de associados e a interpretação das regras do Estatuto. A chapa deles, chamada “Explosão dos Carijós”, argumenta que a definição de 18 de agosto como data de corte para identificar os associados aptos a votar é inadequada, pois o Estatuto não estabelece tal prazo.
Além disso, a oposição questiona a reunião de agosto que formou a Comissão de Fiscalização Eleitoral (Cofel) e solicita acesso a documentos que fundamentaram as decisões tomadas. Em uma nota, Cloves Santos ressalta que a disputa vai além da simples eleição, abordando o direito de participação dos associados e a necessidade de respeitar o Estatuto do clube.
O advogado da oposição, Daniel Dore, também criticou a falta de transparência no processo, afirmando que a ausência de documentos essenciais impediu a organização da chapa de oposição. A situação levou o grupo a buscar apoio na Justiça, pedindo a suspensão ou revisão das regras eleitorais. Embora um pedido liminar tenha sido negado, a ação continua em andamento no Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
Apesar das contestações, o calendário eleitoral permanece inalterado. A oposição, no entanto, promete tomar medidas para assegurar que o processo seja justo e acessível a todos os associados que desejam participar. O comunicado da oposição enfatiza que o Estatuto deve ser respeitado e que a falta de transparência não pode ser tolerada.
Com informações de Tribuna de Minas.