Falta de planejamento na Reforma Tributária pode elevar custos

A Reforma Tributária deixou de ser apenas uma proposta e se tornou uma realidade que requer preparação das empresas. Apesar de sua implementação ser gradual, muitas organizações adotam uma abordagem passiva, acreditando que a adaptação pode ser feita apenas quando as novas regras começarem a valer. Essa visão pode trazer riscos sérios.
Uma das chaves para uma transição bem-sucedida para o novo sistema é um planejamento eficaz. Um plano de transição ordena a implementação, divide as tarefas entre equipes e ajuda a evitar despesas decorrentes de correções apressadas. Embora a legislação não exija um plano formal, a Lei Complementar nº 214/2025 revela que a adoção do IBS e da CBS ocorrerá ao longo dos anos, demandando adaptações progressivas em documentos fiscais, sistemas e processos internos.
Importância de um planejamento eficaz
A Reforma Tributária não será aproximada de uma só vez; as empresas precisarão gerenciar a coexistência de regras antigas e novas, ajustando suas operações ao longo do tempo. Processos distintos em áreas como tecnologia da informação, fiscal e financeiro podem ser alterados em momentos diferentes, fazendo com que, sem planejamento, as mudanças ocorram de maneira isolada e caótica. Isso, inevitavelmente, resulta em retrabalho e custos extras.
Costuma-se observar que, em grandes mudanças, a concentração das adaptações em um curto espaço de tempo leva a um aumento geral de despesas. Assim, empresas que procrastinam a revisão de seus sistemas e processos enfrentam um impacto considerável sobre suas equipes e fornecedores, necessitando de mobilização intensa e reduzindo o tempo disponível para testes. Contudo, a complexidade de cada operação irá determinar se haverá ou não uma elevação dos custos.
Além da atualização dos sistemas de gestão, um bom planejamento deve abranger uma série de outras áreas, como avaliações dos cadastros usados, revisão de contratos e capacitação contínua das equipes. Um cronograma facilita a identificação das prioridades e a distribuição das responsabilidades responsivas para todos os setores que podem ser impactados.
Adaptar-se às exigências da Reforma Tributária vai além da área fiscal; as implicações podem afetar tecnologia, compras, vendas, administração financeira e logística. Portanto, um plano eficaz requer a participação conjunta das diversas áreas da empresa, evitando surpresas inesperadas decorrentes de mudanças realizadas isoladamente.
É essencial entender que a regulamentação da Reforma que está por vir continuará desenvolvendo-se ao longo do período de transição, exigindo revisões periódicas no plano de transição para integrar novas normas e orientar as adaptações conforme necessário.
Com informações de Tribuna de Minas.


