Economia

Centrais sindicais sugerem estratégias contra tarifas dos EUA

Na última sexta-feira (31), centrais sindicais brasileiras entregaram um documento com uma série de propostas visando mitigar os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. O material foi endereçado ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa.

As entidades ressaltam a necessidade de impulsionar a produção interna e incrementar os investimentos públicos. Além disso, sugerem o fortalecimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a proteção de empregos como medidas essenciais para enfrentar a situação. “Diante do agravamento da guerra comercial desencadeada pelas novas medidas protecionistas do governo dos EUA, as centrais sindicais expressam preocupação com os múltiplos impactos sobre a economia nacional, os empregos e a soberania produtiva e política do Brasil”, está destacado no documento.

Propostas e Ações para Proteger a Economia Brasileira

Uma das principais propostas inclui a exigência de que empresas mantenham suas vagas de trabalho para serem beneficiadas por programas de socorro. As centrais também sugerem a busca por novos mercados para os produtos tarifados, bem como o estímulo à produção interna por meio de compras públicas e uma política robusta de conteúdo local.

Além disso, elas pedem mais investimentos em infraestrutura social e produtiva, abrangendo setores como transporte, energia, habitação, saúde e educação. O objetivo é aprimorar o desenvolvimento nacional com inclusão e justiça social, estabelecendo mecanismos para proteger o país diante da instabilidade econômica externa.

O documento, que recebeu a assinatura das entidades CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e NCST, também sugere a revisão da Lei de Patentes para coibir abusos, o fortalecimento do Mercosul como ferramenta de integração econômica e o desenvolvimento de fundos de compensação para trabalhadores afetados pelas políticas comerciais exteriores.

Recentemente, o governo brasileiro já havia enviado à Organização Mundial de Comércio (OMC) um comunicado chamando as tarifas dos EUA de “inconsistentes” com os compromissos assumidos no Acordo Geral de Tarifas e Comércio de 1994. A posição do Brasil inclui um pedido para consultas aos EUA com o intuito de buscar uma solução negociada para o conflito.


Com informações de Agência Brasil.

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