Zona da Mata

Suspeito de feminicídio é preso após matar mulher grávida em JF

Na noite de segunda-feira (10), um caso de feminicídio abalou a cidade de Juiz de Fora. Uma mulher de 36 anos, que estava grávida de quatro semanas, foi assassinada em sua residência no Bairro Santo Antônio. O principal suspeito é o companheiro da vítima, também de 36 anos, que fugiu do local após o crime, mas foi encontrado pela Polícia Militar na Zona Leste da cidade.

De acordo com informações, a irmã da vítima, que estava presente no momento do crime com suas filhas, relatou que havia notado comportamentos agressivos do companheiro nos dias anteriores. A irmã revelou, inclusive, que a vítima já havia mencionado tentativas de esfaqueamento por parte do homem. “Esperamos que ele seja responsabilizado pela Justiça”, afirmou.

Detalhes do crime em Juiz de Fora

Na noite trágica, o casal teve uma discussão, e o suspeito chegou a preparar suas coisas para deixar a casa. Após a contenda, ele partiu para a agressão. A irmã, ao perceber a gravidade da situação, saiu gritando na rua em busca de ajuda. Um vizinho testemunhou a cena e viu o homem sair da residência com uma faca.

As equipes policiais e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados, mas ao chegarem ao local, encontraram a mulher sem vida, com pelo menos oito perfurações de faca. O SAMU confirmou o óbito às 20h27.

O suspeito, conhecido na cidade e identificado como “BH”, foi encontrado e detido pela PM após uma rápida busca. Ele tinha consigo uma quantia em dinheiro e alegou que a vítima o atacou primeiro com a faca. Contudo, sua versão foi considerada menos plausível por conta da gravidade das evidências encontradas.

A Polícia Militar registrou o suspeito como de “alta periculosidade”, em razão de seu histórico criminal, que inclui envolvimento com atividades ilícitas. Ele enfrentará acusação por feminicídio e permanece preso aguardando o desenrolar do caso.

É importante lembrar que casos de violência contra a mulher podem ser denunciados através do 190 em situações de emergência ou pelo 180, Central de Atendimento à Mulher, além de outros canais de denúncia disponível. O apoio à vítima é essencial para enfrentar essa dura realidade.


Com informações de Tribuna de Minas.

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