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Sexta-feira, 2 de outubro de 2026

A Revolução Alimentar de Renata Barros em Juiz de Fora

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

Renata Barros, antiga educadora física, transformou sua trajetória profissional após se tornar vegana em 2016. Com uma nova perspectiva sobre alimentação, ela se dedicou a entender a relação das pessoas com os hábitos alimentares e as barreiras que as impedem de mudar. Desde a abertura de uma cafeteria em Juiz de Fora até uma formação em Gastronomia, sua busca pela conexão entre alimentação e transformação social culminou em um projeto inovador.

Desperdício e Desconhecimento nas Escolas

Renata encontrou uma realidade alarmante ao visitar escolas públicas no Rio de Janeiro: o desperdício absurdamente alto de alimentos. Muitas crianças rejeitam as opções oferecidas devido à falta de educação alimentar, resultando em uma merenda inadequada. Por dia, as escolas recebem um valor irrisório para alimentar seus alunos, o que gera problemas de qualidade e quantidade nas refeições. A contradição se agrava quando se observa que, enquanto as crianças passam fome, alimentos são jogados fora.

A pesquisa de Renata aponta para um cenário onde políticas públicas para a alimentação escolar, que poderiam ser exemplares, não são implementadas adequadamente. Apesar do Brasil destacar-se em legislações justas, muitas escolas enfrentam dificuldades práticas, como nutricionistas sobrecarregados e merendeiras sem formação adequada. Essa realidade perpetua a desnutrição, não por falta de alimentos, mas pela desconexão com eles.

Para abordar essa crise alimentar, Renata desenvolveu a metodologia “Comer, Pertencer e Transformar”, que visa integrar a comunidade escolar no processo educativo. Com inspiração em Paulo Freire, a iniciativa busca ativar a voz dos diretores, professores e merendeiras na identificação de soluções, promovendo um envolvimento mais profundo das comunidades.

O projeto, que começará com escolas públicas na Zona Norte de Juiz de Fora, tem como intuito criar uma educação alimentar que valorize a cultura local e forme um legado sustentável, além de implementar soluções práticas e efetivas para o desafio do desperdício.

Renata finaliza ressaltando a importância do ato de comer juntos, uma prática que, historicamente, sempre promoveu interações sociais ricas e colaborativas. Contudo, ela observa que a modernidade tem deslocado essa prática, relegando ações como a refeição em conjunto a um segundo plano, o que prejudica a transmissão de conhecimentos e o fortalecimento dos laços familiares.


Com informações de Folha JF.

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