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Domingo, 20 de setembro de 2026

Reflexões sobre a ‘Igreja do Diabo’ de Machado de Assis

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

O conto “A Igreja do Diabo”, escrito por Machado de Assis, é uma obra rica em reflexões sobre religião e moralidade. Nele, o autor apresenta uma narrativa intrigante onde o Diabo decide fundar sua própria igreja, buscando estabelecer uma organização que rivalizasse com as religiões tradicionais. A obra, publicada em 1884, continua a ressoar com questões contemporâneas, especialmente quando analisamos os eventos recentes envolvendo instituições religiosas.

Relevância do Conto na Atualidade

Recentemente, a imprensa noticiou casos que levantam debates sobre a ética e a moral em algumas práticas religiosas. Um exemplo é a investigação de uma família de missionários em Mato Grosso, que estaria utilizando atividades religiosas para favorecer facções criminosas dentro de presídios. Além disso, declarações controversas de figuras proeminentes, como Edir Macedo, também trazem à tona a discussão sobre preconceitos dentro do discurso religioso.

Machado de Assis, em seu conto, não apenas critica a hipocrisia, mas também provoca uma reflexão profunda sobre a natureza humana e suas contradições. Ao criar uma igreja do Diabo, ele questiona a sinceridade daqueles que professam fé enquanto praticam ações contrárias aos valores que dizem defender.

O conto é dividido em quatro capítulos e explora a ideia de que, mesmo em uma estrutura religiosa criada para propagar o vício, as velhas virtudes podem ressurgir. Os fiéis do Diabo, em um paradoxo, acabam por realizar boas ações, desafiando a lógica de uma doutrina que deveria, teoricamente, promover o oposto.

A narrativa nos leva a refletir sobre a dualidade do ser humano e a constante luta entre o bem e o mal. As questões levantadas por Assis são tão pertinentes hoje quanto eram no século XIX, especialmente quando pensamos na relação entre religião e moralidade em nossa sociedade.

Ao final, a obra de Machado de Assis se torna um convite à reflexão crítica sobre a religiosidade, suas práticas e suas consequências, desafiando-nos a olhar além das aparências e a considerar as complexidades da condição humana.


Com informações de Folha JF.

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