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Sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Crescimento de 67% no bullying gera preocupação em escolas

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
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Saúde
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

O bullying é um problema mais comum do que as estatísticas oficiais indicam, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A prática de intimidação sistemática, que inclui o cyberbullying, foi criminalizada recentemente pela Lei nº 14.811/2024, mas os números já são alarmantes. Entre 2024 e 2025, houve um aumento de 67,3% nos registros de bullying no Brasil, o que tem levado a uma mobilização em políticas públicas para combater a violência nas escolas, especialmente em Juiz de Fora.

Casos recentes de violência escolar, como uma briga entre alunas e uma tentativa de invasão na Escola Estadual Fernando Lobo, e agressões físicas na Escola Estadual Mercedes Nery, destacam a urgência da situação. Nos dois incidentes, os alunos envolvidos precisaram de atendimento médico, evidenciando o impacto físico e psicológico que a violência escolar pode causar.

Dados alarmantes e a necessidade de ação

De acordo com o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2025 foram registrados 5.226 casos de bullying e cyberbullying entre jovens de 0 a 17 anos, resultando em uma taxa de 11,7 registros para cada 100 mil crianças e adolescentes. Em 2024, esse número era de 3.161 casos. A psicóloga Eduarda Silva Mota, que trabalha na conscientização sobre o tema, ressalta que o aumento nos registros reflete a crescente conscientização sobre o problema, que sempre existiu, mas era subnotificado.

Embora o Estado não tenha divulgado dados específicos sobre Minas Gerais, informações do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute) apontam que a violência nas escolas aumentou 254% na última década. Em 2013, foram registrados 3,7 mil casos, enquanto em 2023 esse número saltou para 13,1 mil. Esses dados foram apresentados em uma audiência na Assembleia Legislativa.

A psicóloga Eduarda Mota destaca que a compreensão do bullying e da violência escolar é complexa, tanto para os jovens quanto para suas famílias e educadores. Muitas vezes, a violência é naturalizada, sendo vista como algo comum no ambiente escolar. Dinâmicas de grupo e palestras em escolas são fundamentais para esclarecer a diferença entre bullying e dificuldades típicas da adolescência, criando um ambiente de apoio e prevenção.

Além disso, a nova legislação, que inclui a criação do Selo Escola sem Bullying e do Selo Escola que Cuida, visa incentivar um ambiente escolar mais saudável e respeitoso. A Secretaria de Educação de Juiz de Fora também iniciou o projeto ‘Prevenção às Violências e Promoção da Convivência Democrática’, que promove rodas de conversa em escolas municipais para abordar temas como respeito e prevenção à violência.


Com informações de Tribuna de Minas.

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