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Quarta-feira, 23 de setembro de 2026

35% dos empreendedores brasileiros possuem CNPJ em 2025

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
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Economia
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

No Brasil, 35% dos empreendedores tinham registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) em 2025, totalizando 10,7 milhões de pessoas. Este dado representa a maior proporção já registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (23) e faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que coleta informações desde 2012, exceto em 2020 e 2021 devido à pandemia de covid-19.

Em 2025, o Brasil contava com 103 milhões de pessoas ocupadas, das quais 30,6 milhões eram consideradas empreendedoras, englobando tanto empregadores quanto trabalhadores autônomos. Entretanto, cerca de 20 milhões, o que representa 65%, não possuíam CNPJ. Essa evolução do registro formal é vista como um indicador positivo para a economia, pois permite acesso a créditos, emissão de notas fiscais e contratação de funcionários formais.

Evolução do Registro de CNPJ

O IBGE observou um crescimento na proporção de empreendedores com CNPJ ao longo dos anos. Em 2012, apenas 24% dos empreendedores possuíam registro. Este número subiu para 29,3% em 2019 e alcançou 35% em 2025. O estudo também destaca que 81,1% dos empregadores têm CNPJ, enquanto entre os trabalhadores por conta própria, essa taxa é de 27,1%, o maior índice já registrado.

William Kratochwill, analista da pesquisa, comenta que apesar do aumento, a taxa ainda é considerada baixa, especialmente em relação ao nível de instrução dos trabalhadores. Ele aponta que a formalização está fortemente ligada à escolaridade: quanto maior o nível de instrução, maior a probabilidade de o trabalhador ter CNPJ.

Entre os trabalhadores por conta própria com ensino superior, a formalização alcançou 50,8%, enquanto aqueles com ensino fundamental completo e médio incompleto apresentaram os menores índices, com apenas 18,6% e 11%, respectivamente. O crescimento do registro formal é atribuído a programas de desburocratização, como o Microempreendedor Individual (MEI), que facilita a legalização e registro de pequenos negócios.

O MEI permite que trabalhadores se formalizem com um pagamento simplificado de impostos e acesso a direitos previdenciários. Para se qualificar, o trabalhador deve cumprir requisitos como não ser sócio de outra empresa e ter um faturamento anual de até R$ 81 mil.

O estudo também revelou que, entre as atividades pesquisadas, o comércio e serviços apresentaram taxas de formalização acima da média, enquanto agricultura e construção tiveram os menores índices. Além disso, a pesquisa apontou uma redução na proporção de trabalhadores associados a cooperativas e uma estabilidade na sindicalização, com 8,8% dos ocupados associados a sindicatos em 2025, após um período de queda significativo desde 2012.


Com informações de Agência Brasil.

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