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Domingo, 27 de setembro de 2026

Minas Gerais e a Oportunidade de Emprego Verde Ignorada

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Economia
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

Minas Gerais enfrenta uma lacuna significativa na discussão sobre geração de empregos em sua agenda eleitoral. Um estudo independente do ERA Radar Climatológico, baseado em dados oficiais, aponta que o estado tem potencial para criar entre 378 mil e 956 mil novas vagas de trabalho em setores relacionados à natureza, clima e recursos hídricos. Contudo, essa oportunidade está sendo negligenciada pelos candidatos a cargos públicos, enquanto a economia local continua sobrecarregada por dívidas acumuladas no passado.

Atualmente, Minas Gerais conta com 67.981 empregos formalmente registrados em setores verdes, segundo dados do IBGE. Desses, 45.208 estão envolvidos em saneamento, atuando em estações de tratamento de água e na gestão de resíduos. Outros 22.773 empregos estão concentrados no setor florestal, e 510 na aquicultura. Esses números demonstram que o mercado verde já é uma realidade no estado, e a expansão desse setor poderia ser feita de maneira estruturada.

Potencial de Emprego Verde em Minas

Para entender a magnitude dessa oportunidade, é importante comparar com a maior fábrica do estado, a Volkswagen, que emprega cerca de 40 mil pessoas. O potencial de empregos verdes em Minas é de 9 a 24 vezes maior, o que indica que, se o estado investisse em desenvolvimento sustentável com a mesma intensidade que investe na indústria tradicional, poderia criar um setor econômico robusto, equivalente a várias fábricas da montadora.

Os custos de não agir são alarmantes. Os desastres em Mariana e Brumadinho resultaram em um custo de R$ 207,68 bilhões em acordos de reparação. Em contraste, um programa de prevenção de desastres que inclua brigadas permanentes de combate a incêndios e restauração de florestas custaria entre R$ 1 milhão e R$ 3 milhões por ano, uma fração do custo de reparação.

Análises técnicas identificaram 17 frentes de trabalho viáveis, com quatro delas destacando-se como as mais urgentes. A conservação de florestas, a restauração de áreas degradadas, as brigadas de combate a incêndios e o desenvolvimento da aquicultura são as principais áreas que poderiam gerar uma quantidade significativa de empregos e renda.

Enquanto a Europa avança na criação de empregos verdes, investindo em restauração florestal e proteção ambiental, Minas está atrasada em três anos em relação a essa tendência. É vital que os candidatos reconheçam a importância de integrar a economia e a natureza, promovendo um desenvolvimento sustentável que complemente as atividades tradicionais do estado.


Com informações de Folha JF.

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